Li à francesa [pã], considerando-o o suprasumo dos grafitis: pão: farinha amassada com água e sal, e nada mais. Tudo o que há para dizer numa única palavra: pão. Todas as lutas, todas as tréguas.
Mas tratava-se de um grafiti a negro, com caligrafia dura, pelo que o repensei: provavelmente estaria em inglês [peine]". Não vejo que os miúdos do bairro se ofereçam grandes ímpetos poéticos e filosóficos. Enfim, a poesia da rua... Encontro, então, mais sentido na segunda versão: dor. A que nos é infligida. A que infligimos. E desgostei.
De seguida, num exercício gratuito, inevitável, relacionei semanticamente os vocábulos homónimos nas diferentes línguas, e considerei que, especulativamente, algo os ligava: em todas as línguas o pão se conquista com dor. Ou não se conquista. Mas a dor permanece. Matizes, níveis de dor. Mas dor. Portanto, pão ou dor, tanto faz. O grafiti é perfeito.
Mas tratava-se de um grafiti a negro, com caligrafia dura, pelo que o repensei: provavelmente estaria em inglês [peine]". Não vejo que os miúdos do bairro se ofereçam grandes ímpetos poéticos e filosóficos. Enfim, a poesia da rua... Encontro, então, mais sentido na segunda versão: dor. A que nos é infligida. A que infligimos. E desgostei.
De seguida, num exercício gratuito, inevitável, relacionei semanticamente os vocábulos homónimos nas diferentes línguas, e considerei que, especulativamente, algo os ligava: em todas as línguas o pão se conquista com dor. Ou não se conquista. Mas a dor permanece. Matizes, níveis de dor. Mas dor. Portanto, pão ou dor, tanto faz. O grafiti é perfeito.

