sexta-feira, agosto 31, 2007

O spa III (coisas que me fazem sentir velha e sorrir)

1. Consumir ao jantar, entalados entre a garoupa com camarões e fiambre, e o leite creme, instrumentais com flautas-de-pã electrónicas de sucessos da música ligeira, como o Careless Whisper, ou os best of de Lionel Richie e Whitney Houston, e sentir que é tão relaxante.

2. A felicidade com que me deixo perseguir pelos vendedores de artesanato carregando paninhos de linho trabalhado, os quais me esvaziam a conta bancária sem quaisquer resquícios de piedade.

3. Esperar meia hora à porta de uma loja de antiguidades para comprar uma Santa Bárbara muito linda para a minha mãe, e gozar com a antecipação do momento da oferta.

O spa IV (coisas que me fazem sentir nova e sorrir)

1. Sentir-me a mais fresca e bonita de todas, no restaurante, e ter a certeza que os outros pensam o mesmo (acaso não pensem, estão com problemas de vista).

2. Conversar com a menina dos tratamentos faciais sobre o facto de "desde os quarenta que", e ela interromper-me sinceramente:
- "Quarenta?! Tem quarenta?! Não parece!"
Eu sei, minha querida.

3. O meu anti-depressivo (acho eu).

O spa V

Segunda contrariedade que venho sentindo diariamente, desde que cheguei: a menina do restaurante perguntar-me se quero repetir as deliciosas refeições que me serve, e eu ter de me negar o prazer da gula. Custa.

A corja de sempre

Luís Filipe Menezes visita meninos carenciados. Luís Filipe Menezes visita a Urgeiriça. Luís Filipe Menezes aparece nas notícias todos os dias. Luís Filipe Menezes quer liderar a oposição. Luís Filipe Menezes pretende trocar o seu palácio em Gaia pelo de Belém. Que traição à corja do Norte, precisamente igual à corja do Sul. Já não nos bastavam as negociatas escuras do que agora lá está! Que linda alternativa: Luís Filipe Menezes com carta branca para corromper o País às claras!

quinta-feira, agosto 30, 2007

O problema de Barrancos

Matar os touros na arena ou matá-los fora é exactamente a mesma cobardia. Para o touro, sinceramente, é melhor que aquilo acabe ali e depressa; se fizessem favor, podiam dar-lhe a estocada mortal antes mesmo da tourada.
Não há nada de especialmente desumano nas touradas de morte. A morte do touro está sempre certa. O problema está na existência da tourada enquanto entretenimento de massas. A mim sempre me causou arrepios que a agonia dos condenados à morte, dos acidentados espectaculares fossem o circo das multidões. A agonia dos animais não é diferente. O sofrimento e a indignidade não são mais sofridos nem mais indignos porque a vítima é um touro, um galo, um cão. O sofrimento dos seres, de todos, mas sobretudo o dos inocentes, cria uma onda de aço que se propaga no éter e acaba por nos atingir e envolver invisivelmente.

Pelo menos os adeptos do sadismo divertem-se com alguém que consentiu ser amarrado e submetido. Convinha que os adeptos das touradas percebessem que os touros não consentem nem deixam de consentir, mas que não servem como oferta à morte.


O spa II

Dar um filme do Cantiflas, hoje, na RTP, exactamente à mesma hora da massagem com pedras vulcânicas é a primeira contrariedade destes dias de céu que agora podemos comprar a dinheiro, não com preces, algum tempo antes do inferno.

domingo, agosto 26, 2007

O spa


Com licença, mil desculpas, é apenas uma última semaninha de férias dentro das férias, sem acesso à internet, e para acabar o mês em beleza. Portanto, vou ali, já venho.
Chova ou faça sol, o spa é que ninguém me tira.
Difícil vida de solteira!

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...