Emídio Rangel, em artigo de opinião publicado, ontem, na página dois do Correio da Manhã, pergunta:
É democrático um primeiro-ministro deslocar-se oficialmente a uma escola, uma fábrica, uma empresa, eu sei lá, e ser recebido por uma "manifestação espontânea", com trinta ou quarenta cidadãos vindos de fora e que, a par dos assobios, despejam epítetos soezes, como , filho da puta e muitos outros "mimos" que fazem "corar as pedras da calçada"? Um cidadão, legitimado pela escolha dos portugueses em eleições livres, chamado a ser primeiro-ministro, tem de suportar, sempre que se desloca em serviço pelo País, estas ofensas e indignidades?
Resposta:
1. Filho-da-puta, sinceramente, tenho dúvidas. É capaz de ser injusto.
2. Hitler também foi legitimado pela escolha dos alemães, e contudo, a sua obra faz corar as pedras da calçada.
3. A democracia não isenta os cidadãos eleitos de terem de suportar as tempestades que semeiam com os seus ventos.
É democrático um primeiro-ministro deslocar-se oficialmente a uma escola, uma fábrica, uma empresa, eu sei lá, e ser recebido por uma "manifestação espontânea", com trinta ou quarenta cidadãos vindos de fora e que, a par dos assobios, despejam epítetos soezes, como , filho da puta e muitos outros "mimos" que fazem "corar as pedras da calçada"? Um cidadão, legitimado pela escolha dos portugueses em eleições livres, chamado a ser primeiro-ministro, tem de suportar, sempre que se desloca em serviço pelo País, estas ofensas e indignidades?
Resposta:
1. Filho-da-puta, sinceramente, tenho dúvidas. É capaz de ser injusto.
2. Hitler também foi legitimado pela escolha dos alemães, e contudo, a sua obra faz corar as pedras da calçada.
3. A democracia não isenta os cidadãos eleitos de terem de suportar as tempestades que semeiam com os seus ventos.


