sexta-feira, dezembro 21, 2007

Bali

Uma das fotos que tirámos na praia: eu e Siriarta, num dos muitos momentos em que comparava o brilho do sol com o dos meus olhos, para concluir que o sol perdia; garantiu desejar entregar a sua vida nas minhas mãos e pertencer-me para todo o sempre, ámen.


Peguei nas cadelas e respectivos boletins de vacinas e fui a Bali por um par de dias, só para descontrair os músculos e gastar uns tostões em excesso. Peço imensa desculpa pela ausência de postes, mas o acesso à internet foi-me dificultado por um namorado surfer indonésio que me chamava sua deusa, praticamente não me deixava sair do bungalow, e me saciou a secular fome de sexo que me tem caracterizado desde que iniciei o blogue, e da qual os estimados leitores tanto se queixam.
E pronto, agora vou ser boazinha outra vez, e escrever sobre assuntos doces e natalícios.


Quero pertencer a uma facção terrorista



Chegou, finalmente, via CTT, a proposta de adesão a um determinado partido político, a qual havia solicitado pela internet. Fiquei decepcionada. Na coluna destinada à listagem das actividades nas quais pretendo colaborar não encontrei nada que me apetecesse realmente fazer, nomeadamente:
- aprender a enrolar e fumar charros de maneira que a moca bata forte.
- assar chouriças e comê-las com pão e tinto alentejano, enquanto discutimos assuntos relacionados com a vida e obra de Rosa Luxemburgo.
- dormir com poetas revolucionários na casa dos 30, de cabelos compridos e despenteados, com caras sujas por barbas atrasadas, cachecóis de malha cinzenta enrolados à volta dos gorgomilos, tresandando tabaco por todos os poros, ao quais tenho de pagar voluntariamente o café e a Macieira, porque não ganham um chavo nem fazem por isso.
- pintar slogans contracultura nas paredes dos edifícios públicos.
- fazer greve de fome.
- partir esta merda toda.
Pensando melhor, eu quero é aderir a um movimento terrorista. Qual será o que se situa mais perto aqui do burgo, tirando a ETA, claro?

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Troco 10 milhões de portugueses

A quem interessar, declaro-me disponível para colaborar em acções que visem a entrada ilegal, nesta choldra, de imigrantes de qualquer nacionalidade, vindos de choldras piores, por via marítima, aérea ou terrestre. Desloco-me em viatura própria. Preferência em horário pós-laboral ou fins-de-semana. Levo cobertores, roupa em segunda mão, farinha Nestum e bilhetes de identidade falsificados. Não estou a brincar.


Somos muito bons

O privilégio de uma extraordinária lucidez paga-se caro. Quanto mais humano mais desumano.

Jacinto do Prado Coelho, Diversidade e Unidade em Fernando Pessoa

O que eu gosto de bichas

Ponham o braço no ar todos os outros que estiverem habituados a rentabilizar a marcha lenta da Estrada Nacional 10, entre Corroios e o Fogueteiro, às oito da manhã, lavando e colocando as lentes de contacto, depois o creme hidratante, mais a base unificante, o rimel, o baton de cieiro, e por cima o gloss, acabando a pentear-se, e a levantar uns fios de cabelo com gel, sempre ao volante, sempre a circular.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Só o casamento me tornaria uma senhora

No Central, onde me delicio a ler o Correio da Manhã, o senhor Gonçalo, para aí 28 anos, empregado de mesa, solteiro sem namorada, disse-me:
- Menina, se já leu o jornal, passe ali aquele senhor que está à espera.
Olhei. O senhor era o Bruno, um miúdo meu vizinho que brincava com o Pantufa, e entrou há uns anos para engenharia. Tem para aí 23 anos. Consta que dá explicações de Matemática.
Eles, a quem assoei o ranho com lencinhos às flores, já são todos senhores. Eu é que ainda sou uma menina.

Uma botija de água quente para cada mulher



Isabela - (chateada) Faz-me festinhas nos corredores e chama-me o seu amorzinho querido...
Amiga - O que é que queres mais?
I. - Mas ele é casado...
A. - Como é que sabes? Tem aliança?
I. - Não, mas não avança. Achas normal um homem fazer-te tantas festinhas, meter-te a mãozinha na cintura, dizer-te um ror de palavras doces, e não avançar?
A.- (rindo) Pois.
I. - Não avança porque não pode, percebes?! Tem o rabo preso. Tenho a certeza que é casado.
A.- Pois.
I. - Havias de ver o carro dele. É uma daquelas carrinhas monovolume. Só pelo tamanho da carrinha deduzo que tenha uns cinco filhos.
A.- Oh, pá, deixa lá. Pelo menos tens alguém que te faça festinhas.
I. - Deixa lá, não. Já viste o azar que tenho?! Só putos ou casadões.
A.- Eu, que sou casada, não tenho quem me chame o seu amorzinho querido.
I. - Falas de alto, porque quando chegas à cama tens quem te aqueça os pés.
A.- (rindo) Isabela, tu desculpa, mas não é nada que não resolvas com uma botija de água quente, com a vantagem de que não te ressona aos ouvidos.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...