No People & Arts passa um programa de troca de esposas.
Durante duas semanas, os elementos femininos dos casais largam os seus lares e integram agregados familiares estranhos, dos quais saem, igualmente, as mulheres que se ocuparão dos seus.
As esposas largam a casa, obrigatoriamente, e nunca os maridos, pelo que deduzo que as regras assentem na filosofia de que o proprietário do imóvel, bem como da união, é o homem, sendo que o elemento portátil, o qual se acha legítimo mudar, como um sofá ou uma arca frigorífica, a mulher.
Este tipo de programas, embaraçosos, lamentáveis, ajuda-me a demonstrar que a emancipação da maior parte das mulheres, sobretudo as casadas, ainda não aconteceu, ou aconteceu pouco e mal, sendo que as mais elementares reivindicações do feminismo se encontram por realizar.
Gostava que os leitores meditassem 15 segundos sobre estes indícios de cultura patriarcal, aparentemente tão inofensivos.
Durante duas semanas, os elementos femininos dos casais largam os seus lares e integram agregados familiares estranhos, dos quais saem, igualmente, as mulheres que se ocuparão dos seus.
As esposas largam a casa, obrigatoriamente, e nunca os maridos, pelo que deduzo que as regras assentem na filosofia de que o proprietário do imóvel, bem como da união, é o homem, sendo que o elemento portátil, o qual se acha legítimo mudar, como um sofá ou uma arca frigorífica, a mulher.
Este tipo de programas, embaraçosos, lamentáveis, ajuda-me a demonstrar que a emancipação da maior parte das mulheres, sobretudo as casadas, ainda não aconteceu, ou aconteceu pouco e mal, sendo que as mais elementares reivindicações do feminismo se encontram por realizar.
Gostava que os leitores meditassem 15 segundos sobre estes indícios de cultura patriarcal, aparentemente tão inofensivos.


