A semana passada, a funcionária de limpezas de um laboratório da Faculdade de Farmácia, da Universidade de Lisboa, atirou para fora do edifício um frasco contendo um químico da família do enxofre, e com o mesmo cheiro, o qual se espalhou velozmente pela zona da Cidade Universitária. Por acaso, não era químico cujo derrame pudesse constituir risco de maior para a saúde pública. Mas, se fosse?
Acho uma certa graça a esta história da dona Ermelinda que encontra um frasquinho fissurado no frigorífico do laboratório, pensa que o melhor é deitá-lo fora, e, em lugar de usar os depósitos de lixo próprios de um laboratório, assunto para o qual deve ter recebido formação, escolhe lançá-lo janela fora, para um baldio contíguo. Isto faz-me lembrar uns vizinhos meus, de diferentes prédios, que há anos atiravam os sacos do lixo doméstico pela janela do 5º ou do 4º andar, os quais sobrevoavam as nossas cabeças para aterrar uns metros mais à frente. É, sou testemunha desta original forma de alguém se desfazer do lixo doméstico.
A ideia é a mesma. A de mandar o lixo para o quintal do vizinho. A de não nos darmos aos trabalho que nos compete, a de desconhecer a noção de responsabilidade cívica. Tudo tão português e tão atrasado. Ainda.
Acho uma certa graça a esta história da dona Ermelinda que encontra um frasquinho fissurado no frigorífico do laboratório, pensa que o melhor é deitá-lo fora, e, em lugar de usar os depósitos de lixo próprios de um laboratório, assunto para o qual deve ter recebido formação, escolhe lançá-lo janela fora, para um baldio contíguo. Isto faz-me lembrar uns vizinhos meus, de diferentes prédios, que há anos atiravam os sacos do lixo doméstico pela janela do 5º ou do 4º andar, os quais sobrevoavam as nossas cabeças para aterrar uns metros mais à frente. É, sou testemunha desta original forma de alguém se desfazer do lixo doméstico.
A ideia é a mesma. A de mandar o lixo para o quintal do vizinho. A de não nos darmos aos trabalho que nos compete, a de desconhecer a noção de responsabilidade cívica. Tudo tão português e tão atrasado. Ainda.
