Cenário: quarto de dormir.
Morena salta para cima da cama, ainda por fazer, e amersenda-se sobre os lencóis, suspirando fundamente, o focinho na almofada, como um cão dos filmes. Atiro-lhe, o que é que vieste cá esconder desta vez? (Silêncio, olhando-me de lado, porque estou a incomodá-la.) Um osso velho aos pés da cama? Um rato podre debaixo da almofada? (Nada, ignorando-me.) És a coisa mais porca que já dormiu nesta cama... e olha que já cá dormiu muita desgraça à qual nunca devia ter franqueado aquela porta... (Silêncio compreensivelmente despiciente).
Morena salta para cima da cama, ainda por fazer, e amersenda-se sobre os lencóis, suspirando fundamente, o focinho na almofada, como um cão dos filmes. Atiro-lhe, o que é que vieste cá esconder desta vez? (Silêncio, olhando-me de lado, porque estou a incomodá-la.) Um osso velho aos pés da cama? Um rato podre debaixo da almofada? (Nada, ignorando-me.) És a coisa mais porca que já dormiu nesta cama... e olha que já cá dormiu muita desgraça à qual nunca devia ter franqueado aquela porta... (Silêncio compreensivelmente despiciente).

