quarta-feira, maio 14, 2008

China Girl para tradução, por favor

Oh oh oh ohoo little china girl
Oh oh oh ohoo little china girl

I could escape this feeling, with my china girl
I feel a wreck without my, little china girl
I hear her heart beating, loud as thunder
Saw the stars crashing

Im a mess without my, little china girl
Wake up mornings wheres my, little china girl
I hear hearts beating, loud as thunder
I saw they stars crashing down

I feel an tragic like an marlon brando
When I look at my china girl
I could pretend that nothing really meant too much
When I look at my china girl

I stumble into town just like a sacred cow
Visions of swastikas in my head
Plans for everyone
Its in the white of my eyes

My little china girl
You shouldnt mess with me
Ill ruin everything you are
Ill give you television
Ill give you eyes of blue
Ill give you men who want to rule the world

And when I get excited
My little china girl says
Oh baby just you shut your mouth
She says ... sh
She says
She says

And when I get excited
My little china girl says
Oh baby just you shut your mouth
And when I get excited
My little china girl says
Oh baby just you shut your mouth
She says ... sh
She says

Oh oh oh ohoo little china girl
Oh oh oh ohoo little china girl
Oh oh oh ohoo little china girl
Oh oh oh ohoo little china girl
Oh oh oh ohoo little china girl

terça-feira, maio 13, 2008

Um coisa muito importante

Ontem a minha mãe disse-me, senta-te aqui, quero dizer-te uma coisa muito importante, e eu disse, está bem, e ela explicou, a próxima vez que formos comer fora há-de ser uma sardinhada, e eu disse, está descansada, e vim-me embora.
No próximo fim-de-semana a minha mãe quer ir almoçar fora.

A bola de Deus

Foto: Anónimo, Calling brave firemen to duty, 1925

Chego cansada, deito-me no sofá a ver um programa, sendo ainda dia, e penso, só para relaxar 10 minutos, e acordo à meia-noite. Ensonada, concluo, agora vou deitar-me porque tenho de me levantar cedo.
Sei em que sítio exacto de cada texto onde estão as dezenas de gralhas próprias de quem escreve sem olhar para o teclado, mas não tenho tempo nem vontade de as corrigir.
Tenho sede e como duas laranjas velhas, mas talvez fosse melhor beber um simples copo de água.
O amor antigo, era mesmo um amor vintage, caiu-me aos pés como a bola de vidro com que Deus jogava futebol, e estilhaçou-se-me toda na cara. Sorri. No meio das lacerações, fui obrigada a ser honesta, sempre era a bola de Deus.
A minha canção de amor preferida chama-se China Girl, mas não percebo o que dizem, porque o David Bowie fala muito mal inglês.

domingo, maio 11, 2008

Dos ficheiros anexos enviados por engano

Havia de ser poético eu chegar amanhã de manhã à fábrica e dizer à chefe da linha de montagem, desculpe, Maria Ermelinda, mas embora inicialmente eu tivesse negado a existência daquelas metas a atingir, aquelas que a gente sabe, e piscava-lhe o olho, admito agora a sua existência, sim, é verdade, disseminada por todas as filiais, sendo que foram divulgadas porque alguém as enviou por engano num inofensivo ficheiro informático anexo, não faço ideia quem. Erro humano. Um erro natural, que toda a gente comete.

Não sei que consequências teria na minha avaliação, mas se calhar não seria promovida com direito a operar numa máquina de parafusos mais moderna que a gente agora lá tem, que dando a ilusão que os faz mais direitos, na verdade apenas despacha mais unidades por minuto.

Profetas

Aos domingos, na minha rua, Testemunhas de Jeová impecavelmente vestidos, lavados, escanhoados, maquilhados, perfumados, passeiam-se para baixo e para cima com Bíblias camufladas em pastas de bom aspecto, e folhetos anunciando a salvação ou a perdição. Param para conversar uns com os outros, entabulando diálogos atravessados por o senhor Jeová é o caminho, só no senhor Jeová está a salvação do pecado. E vão prestando culto uns aos outros, pelos passeios. Quando os vejo caminhar na minha direcção, de olhos brilhantes na antecipação da presa fácil e luzidia: uma senhora simples, sorridente, parecendo desocupada, passeando os cãezinhos, só não lhes cruzo as voltas se não posso. Quando não há escapatória possível, aceito os folhetos coloridos com mensagens edificantes sobre os males do mundo, que não cabem lá todos, na sua indescritível vileza, e, sorrindo, pedindo mil desculpas, esquivo-me, afirmando que deixei os filhos sozinhos em casa, e consigo, às vezes até me dão raspanetes, que não devia deixar as crianças sozinhas, que devia deixá-las numa vizinha, por exemplo. A minha vida tem sido uma expiação de pecados que não cometi, mas que prefiro confessar, por parecer mal não os ter cometido.
Apesar destes tempos de grande perturbação moral, de grande confusão entre o mal e o bem, de profunda agressividade relativamente ao outro, encarado como intruso e nunca como portador de boas novas - pergunto-se se não terão sido assim todos os tempos?! - parecem-me particularmente corajosas estas pessoas, sobretudo os jovens rapazes e raparigas, e os velhotes, que abandonam o conforto do seu sofá, e dos seus afazeres, para caminharem pelas ruas interpelando transeuntes de má cara sobre a salvação e Deus, essa ideia em que ninguém acredita, que ninguém está disposta a pensar ou a ouvir. Essas pessoas que lutam contra a maré por uma ideia que para os outros não passa de uma palavra risível.



quinta-feira, maio 08, 2008

É tudo uma questão de organização

Os meus amigos vêm cá muito ao blogue, mas não é para comentarem, é só para lerem e depois me dizerem "não me convences com essa de que te adaptaste, e não sei quê; tu sempre foste assim...", e também aproveitam bastante para saber de mim, se estou bem, se constipada, se com muito trabalho ou uma grande neura; por conseguinte, aproveito para lhes deixar a seguinte mensagem: tudo bem, quando cá vêm aos fim-de-semana, mexam nos livros à vontade, nos cd's, nos dvd's, podem fazer pilhas no chão daqueles que querem ouvir, e espalhar os livros e dvd's pelos sofás, por categorias, aqueles que vos hei-de emprestar "já", e os que hão-de levar "depois", e mesmo as revistas, estejam à vontade, mas depois de fazerem a escolha voltem a meter tudo no lugarzinho, sobretudo os cd's e dvd's nas respectivas caixas, que hoje já é quinta-feira e eu ainda ando nesta sala a tropeçar em objectos de arte, e magoo-me nos pés.

quarta-feira, maio 07, 2008

Parto, e não voltarei

Foto de Tom Stoddart


Foto de Shehzad Noorani, Bangladesh


Foto Morris Berman, Helping Hands, USA

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...