Joana Amaral Dias, em entrevista ao Diário de Notícias, publicada a 07/04/06.
Sente machismo na actividade política?
A sociedade portuguesa é extremamente conservadora e machista. Mas na política o número de mulheres não tem correspondência com as mudanças que foram acontecendo. Comparando com a actividade académica... Aliás, há uma grande diferença na actividade académica quando eu comecei e agora.
Como é que o machismo na política se faz sentir?
De todas as formas possíveis e imaginárias... Desde o paternalismo que existe dentro da Assembleia da República em relação às deputadas mulheres, até à própria participação nos trabalhos. Já existem poucas mulheres, mas as que falam são ainda menos. Até à preferência óbvia das televisões por comentadores políticos homens. A televisão é bastante mais machista que a imprensa escrita. Esse machismo reflecte-se em todas as esferas da actividade política. Vai desde as comissões de trabalhadores até ao Parlamento, passando pela intervenção pública na televisão
Sente machismo na actividade política?
A sociedade portuguesa é extremamente conservadora e machista. Mas na política o número de mulheres não tem correspondência com as mudanças que foram acontecendo. Comparando com a actividade académica... Aliás, há uma grande diferença na actividade académica quando eu comecei e agora.
Como é que o machismo na política se faz sentir?
De todas as formas possíveis e imaginárias... Desde o paternalismo que existe dentro da Assembleia da República em relação às deputadas mulheres, até à própria participação nos trabalhos. Já existem poucas mulheres, mas as que falam são ainda menos. Até à preferência óbvia das televisões por comentadores políticos homens. A televisão é bastante mais machista que a imprensa escrita. Esse machismo reflecte-se em todas as esferas da actividade política. Vai desde as comissões de trabalhadores até ao Parlamento, passando pela intervenção pública na televisão