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quinta-feira, junho 07, 2007

Até ao fim do mundo

James Christensen

Recebi a seguinte mensagem de telemóvel vinda de uma pessoa chegada:

Passou por mim uma mulher cega, de uns trinta e pouco anos, que carregava junto ao peito um bebé recém-nascido. Um saco de compras numa mão e noutra uma bengala.

Nunca me tinham enviado uma mensagem tão longa.



terça-feira, novembro 28, 2006

Paradoxos das estratégias de aproximação sexual

Quando digo sim ou não, disse sim ou não. Se falo, precisei de falar. Se me calo, não tenho nada a dizer. Comigo é muito simples. Portanto, é total a minha incompreensão perante estratégias de aproximação sexual, que, perplexamente, costumam passar por jogos de silêncio e desinteresse.
Recentemente, fui mediadora de um encontro entre a minha amiga T. e um blind date que arranjou, tendo-lhe eu confirmado, mediante apresentação da respectiva foto via mail, não ter o homem mau aspecto.
A T., primeiro, arranjou o namorado; segundo, e à última hora, informou-me que eu teria de estar presente no encontro para dissuadir eventuais ataques, caso ele fosse tarado. Estrebuchei, mas tive de ir, não porque desconfiasse do desgraçado, mas porque não havia saída. Ou eu ia ou ela ameaçava não ir. E eu tenho espírito missionário, para meu mal.
A coisa foi embaraçosa, mas avancemos. A parte que interessa é a seguinte: a minha amiga fez cara feia ao blind date; nitidamente entediada, nariz no ar, queixo levantado, olhar distante e medroso, ou desdenhoso... senti-me envergonhada! Assim que pude, deixei-a a sós com o desdenhado, achando que aquilo não ia dar nada, mas, pronto, não era comigo, estava safa. Tinha mais que fazer.
Afinal, entenderam-se. Mas, agora, T. não telefona ao ex-blind date para que ele não pense que está demasiado interessada. Por seu lado, o ex-blind date modera os telefonemas, para que ela não pense que está demasiado interessado. T. telefona-me a queixar-se de que ele não enviou mensagem quando chegou a casa, não telefona há 2 dias, "achas que isso significa que ele não gosta de mim?!" "Porra, e eu é que sei?!"
Entretanto, o homem dá sinal de vida, mas T. decide fazê-lo esperar, e responder apenas dali a 3 dias... para não se mostrar fácil!
A mim espanta-me como é que as pessoas chegam a ter alguma coisa umas com as outras.



Francesca Woodman, Providence, 1975-1978



O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...