Não sabiam o teu nome. Para te foderem não era preciso. Chegava-lhes o conhecimento de alguns verbos de movimento na sua forma reflexa.
Decidiste inventar um, caso perguntassem, utilitariamente. Dava jeito um conjunto de sílabas, ao menos uma inicial pela qual pudesses ser chamada, ou para gravarem na memória dos telefones; tudo sem correrem o risco de te habituarem mal (à doçura de um nome).
Tu não tinhas nome. Eras uma mulher fodível, e isso, para o mundo... chega.





