Um amigo bazófias, apareceu um dia com um telemóvel de 7ª geração, com comando de voz. Sentava-se no café, e dava ordens ao "bicho", animal em fase domesticação, muito surdo, em voz alta, pausada; dizia: "queres ver o que vai acontecer agora, queres ver", e soletrava, gravíssimo: "A-na-be-la-Cam-po"; a máquina "ouvia", fazia uns cálculos, e, em poucos segundos, mostrava no visor o resultado de tão laborioso comando: "chamada em curso para Daniela Gambo".
Ficava danado, desligava logo, e rematava, "agora não foi a sério, não lhe apeteceu (ria-se a disfarçar!), mas, há bocado, o gajo fez isto mesmo bem!"
Esta história ocorreu-me, porque gostava de ter um pc com comando de voz ao qual eu pudesse ordenar:
"vai-ver-o-proxy-conserta-tudo-mesmo-sem-minha-ordem-põe-tudo-a-funcionar-sem-defeito!
E ele fazia, sem se enganar. Esta madrugada, por exemplo. Só tinha medo que ele se revoltasse, um dia, sei lá!
Um dia muito, muito, muito distante. E começasse a ler-me nos lábios.
Ficava danado, desligava logo, e rematava, "agora não foi a sério, não lhe apeteceu (ria-se a disfarçar!), mas, há bocado, o gajo fez isto mesmo bem!"
Esta história ocorreu-me, porque gostava de ter um pc com comando de voz ao qual eu pudesse ordenar:
"vai-ver-o-proxy-conserta-tudo-mesmo-sem-minha-ordem-põe-tudo-a-funcionar-sem-defeito!
E ele fazia, sem se enganar. Esta madrugada, por exemplo. Só tinha medo que ele se revoltasse, um dia, sei lá!
Um dia muito, muito, muito distante. E começasse a ler-me nos lábios.