Mostrar mensagens com a etiqueta blogger. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blogger. Mostrar todas as mensagens

domingo, agosto 31, 2008

Caixas de comentários outra vez


As questões sobre as desvantagens das caixas de comentários voltam periodicamente à blogosfera.

Dá-se-lhes excessiva importância. Os comentadores são apenas pessoas com opinões, como as que encontramos no nosso emprego, por exemplo, e com as quais temos de lidar. Ou não temos. O Blogger permite-nos eliminar ou não publicar comentários com toda a democracia. Quando apago um comentário muito estúpido presto um belo serviço à humanidade, e não me fica a pesar na consciência. Não tenho nada a ideia que qualquer maluco está no direito de me entrar estrebuchando pela casa dentro. No entanto, considero que existe um grau de loucura aceitável, que me diverte ou que pelo menos não me chateia especialmente. Se isto não é democracia...
Admito que a decisão de fechar os comentários durante cerca de mês e meio me concedeu umas férias santas. Agendei a maior parte dos postes e fui para onde tinha de ir, descansadinha, deixando o blogue a trabalhar sozinho. Mas não é o meu estilo. Gosto de comentar nos blogues alheios, gosto que comentem no meu. Poupar-me às más experiências poupa-me igualmente às boas, para além de que detestaria viver numa redoma. Por esse motivo, acabadas as férias, os comentários voltam a estar abertos.


quarta-feira, junho 25, 2008

A mulher com cabeça de cão

Dificilmente conseguiria arranjar imagem com que melhor me identificasse para a nova fase d' O Mundo Perfeito. A modificação feita pelo Indigente Andrajoso reflecte exactamente como me sinto: uma mulher com cabeça de cão. Até podia dar novo nome ao blogue. Esse.

sexta-feira, maio 30, 2008

Os blogues interactivos

Do que eu precisava mesmo era de uma tira com um padrão qualquer colorido e giro para entalar no layout, entre o título do blogue a caligrafia, e a descrição friendly. Uma tira comprida, com um centímetro e meio, ou dois. Uma coisa gira. E que ma mandassem para o email para eu escolher. E aproveito para lembrar que também está ali um cãozinho para adoptar
Quanto à limpeza da casa e outros assuntos chatos, deixem estar que trato disso.

quarta-feira, março 26, 2008

Três anos em contramão

É verdade que sempre senti o apelo dos atalhos, dos caminhos enviesados, cheios de buracos, lama, mas a minha mãe nunca me deixou iniciá-los por serem perigosos. A minha mãe ou a materialização dos medos que me transmitiu. A pedagogia do medo é uma tradição lusitana.
Se não fosse estupidamente fiel, podia ter-lhe mentido, mas, em alternativa, acatei a responsabilidade. De todas as vezes que pensei, ah, apetecia-me tanto ir por ali, à cautela, fui por acolá. E errei. Quer dizer, acertei, e assegurei, mas errei.

Estou segura de que alguém, um dia, me há-de pedir contas do que não fiz, e eu hei-de dizer, não fui eu, foi o meu signo, e a minha mãe. Por mim, tinha-me atirado à asneira de braços escancarados. É natural e humano que me defenda, sabendo, contudo, que não tenho razão, que as escolhas foram minhas.
Este blogue começou torto e assim se tem mantido. Que enorme caminho enviesado, a maior parte das vezes, percorrido em contramão. Faz hoje três anos. E como sempre, em datas de aniversário assim tão pessoais, nunca me ocorre nada para dizer.

domingo, março 09, 2008

Linguagens seculares e blogues

As linguagens seculares estão em declínio. Penso que o fenómeno reflecte, inapelavelmente, o tempo pouco rigoroso que atravessamos e atravessaremos. As linguagens seculares carregam o peso da erudição, de um discurso nem sempre fácil, reclamando concentração, e os tempos são outros: o leitor procura, na literatura, como no resto, o fácil e o rápido, conclusão a que chego sem censura: também estou cansada de certos discursos seculares, os quais, frequentemente, pouco me dizem. Os blogues têm sabido responder a esta procura, com texto curto, inteligente e satírico, cuja leitura não exige acurada atenção. Por outro lado, usando as linguagens não textuais, como a "caderneta de cromos", ou seja o fotoblogue, e a praga do You Tube. O You Tube fala pelo bloguista. Exige-lhe menos trabalho, e satisfaz por igual o leitor, confrontando-o com informação nova e inesperada. A questão da autoria é alheia ao leitor do blogue. Não lhe interessa quem produziu o que lê ou vê, mas a emoção produzida.

Este é o estado das linguagens seculares, e é assim porque o mundo mudou, nós mudámos, a cultura mudou. Deseja-se interacção, imediatismo e intensidade. A ficção tem dificuldade em superar a intensidade da vida real. O carácter excessivo da vida real colide com o pudor da ficção. Como ficcionar a realidade sem a tornar inverosímil, sem a transformar numa novela das 7? A ficção perdeu pathos. A grande literatura perdeu pathos. Os leitores emocionam-se com o big brother, por excelência a novela da vida real, e é nesse aspecto que o blogue de quotidiano, diarístico, confessional, entra, e funciona. O blogue torna-se uma espécie de big brother que o autor manipula a gosto, seleccionando as imagens do seu real que quer passar. E passando-as, escolhe a música de fundo com que pretende que sejam visionadas. A vantagem do blogue no qual se insere O Mundo Perfeito, e o seu sucesso, está neste equilíbrio inconfessado, nunca verdadeiramente declarado, entre o real e o ficcional. Por vezes não interessa nada ao leitor que aquele poste seja a realidade. Por vezes, só consegue lê-lo como autobiografia em estado puro. Para mim, enquanto bloguista, tanto faz. O texto postado é para o leitor aquilo que o leitor precisar de ler nele. Nisto, o blogue revela uma plasticidade insuperável, e é um meio de comunicação absolutamente surpreendente.

A actual tendência para a uma literatura rápida, curta, confessional, regista visível crescimento a nível editorial. Não me lembro de as livrarias exibirem tantas novidades editoriais na área do memorialismo, do texto biográfico e autobiográfico bem como irónico, auto-irónico. Os leitores procuram a confissão, o documento: mais uma vez, o pathos da vida real que tão bem serve o blogue-diário.
N' O Mundo Perfeito, por exemplo, os leitores preferem as aventuras pseudo-verídicas da Isabela, operária suburbana, solteirona, com excesso de peso, uma mãe, duas cadelas, que trabalha numa fábrica de parafusos, e evidencia uma certa má relação com os homens e o sexo. A Isabela tem um passado de vivências exóticas e intensas, sonha um futuro qualquer que há-de vir, e narra as aventuras da sua vida solitária e social, os amores e desamores, traumas, medos, caprichos, incoerências, revelando uma humanidade tão chã quanto nobre, com a qual o leitor vulgar se pode identificar. "A Isabela é perfeita, mas a Isabela não é perfeita. A Isabela é como eu ou a Isabela é tudo o que desprezo. Amo-a. Odeio-a." Escreva a Isabela bloguista o que escrever, o que até poderá ser a fórmula química da vacina contra a sida, e os leitores não recusarão ler e comentar, mas o que vende, o que aqui se procura, é a personalidade amorosa, mas brutal, contraditória, radical, teimosa, idealista, bastante romântica e vagamente fora de moda e contracultura da Isabela, que se pode amar e odiar livremente, a quem podemos deixar declarações de amor ou insultos, coisa que não podemos fazer relativamente à Clara Ferreira Alves ou outras "personagens" pelas quais sentimos igual paixão. As linguagens seculares pouco entram neste insuperável trânsito de pathos. Desprezam o confessionalismo, olham-no tão de lado quanto possível, mesmo que se declare contaminado.

Isto seria o que eventualmente teria dito sobre o tema "O modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues", caso esta conversa tivesse ocorrido na Casa Fernando Pessoa, no passado dia 6. Como não aconteceu, deixo aqui a minha participação. Para a próxima, por favor, convidem-me a participar via net, e assim posso vir logo para casa vestir o pijama e meter-me debaixo do aquecedor enquanto vejo o telejornal.



Até tinha feito este esquema das ideias principais, à hora do almoço. Usei-o agora para escrever este texto.

segunda-feira, março 03, 2008

Não sei quê das linguagens seculares

Vou participar nesta conversa sobre blogues, na próxima quinta-feira, na Casa Fernando Pessoa, onde nunca entrei por medo de partir alguma coisa: os óculos do poeta, as teclas da máquina de escrever.
Agradeço as opiniões de leitoras e leitores que, na caixa de comentários, queiram ajudar-me a pensar sobre o tema em questão. Se só quiserem ouvir-me e conhecer-me, bem como aos restantes bloguistas, esses realmente famosos, não esqueçam que é na quinta, pelas 18h30, mais coisa menos coisa, altura em que Dadinho Pit, ai, caraças, que não posso, desculpem!, Eduardo Pitta, fará a apresentação do próximo livro de Luís Carmelo sobre a blogosfera. Se me estiver a enganar, alguém há-de vir corrigir-me.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Os tempos da escola

Ontem e hoje deparei-me com uma novidade do blogger: para comentar em blogues alheios necessitei de escrever a minha "alcunha". Primeiro pensamento reflexo: "Orca, a fúria dos mares".


quinta-feira, novembro 29, 2007

sexta-feira, novembro 23, 2007

Ontem adormeci assim

Ontem foi quinta-feira. À quinta sinto-me um caco. Seria o dia ideal para publicar um You Tube muito divertido, que ninguém veria, mas que alimentaria o blogue, ou um poema traduzido do ronga, quem sabe do mandarim, línguas a que passei com 10 valores, e só porque era gira, mas que domino amplamente; querendo ser mais ousada, uma foto a noir et blanc de uma linda actriz dos tempos áureos do cinema; como título, qualquer coisa como «Hoje adormeci assim». Mas, não. Insisto. Portanto, ontem, apesar do cansaço, aproveitei para responder ao desafio feito pelo JMS do Desmancha Prazeres [ler texto seguinte]. Tendo postado, estendi-me, de consciência leve, no sofá, e adormeci a ver Roma, de Fellini.
Eis o motivo por que falto à minha palavra: declarei que passaria esta corrente [ler poste seguinte] aos primeiros cinco bloguistas que entrassem n'O Mundo Perfeito a partir das 23h07 de ontem, mas, uma vez que adormeci, e o site meter só regista as últimas 100 visitas, esta manhã já só me foi possível identificar entradas a partir da uma e meia da manhã.
Todo este palavreado só para anunciar que os felizes contemplados são os seguintes:

Ideafix, de Ideafix
Pearl, de Lágrima de Prata
Gi, de Garden of Philodemus
Bolachinha, de Ponto... Apenas
Suroeste, de Nubosidade Variábel


segunda-feira, novembro 05, 2007

sábado, novembro 03, 2007

Prazeres não usufruídos




Alba
, de A Clareira, pediu-me que:


1. Pegasse no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implicando acaso e não escolha.
2. Abrisse o livro na página 161.
3. Na referida página procurasse a 5.ª frase completa.
4. Transcrevesse na íntegra para o seu blogue a frase encontrada.
5. Passasse o desafio a cinco bloggers.

Eis:

Recomenda o Alcorão: "Sereis chamados a prestar contas de todos os prazeres permitidos na vida de que não tiverdes usufruído durante a vossa estada na terra".

in "Mulheres que Correm com os Lobos. Mitos e Histórias do Arquétipo da Mulher Selvagem", de Clarissa Pinkola Estés.

[Tenho de começar a fazer a minha longa lista. Não foi nada disto que me ensinaram na catequese.]

Passo aos primeiros cinco bloguistas que entrarem n'O Mundo Perfeito a partir da meia-noite e um minuto de amanhã, dia 4 de Novembro (aqueles cujas entradas conseguir identificar através do site meter - agora há muitos unknown).


E os felizes contemplados são:

1. Partícula, de A Seiva dos Dias

2. Mar, de Ponto sem Nó

3. Luís Maia, de O Sítio dos Eurocus (entre outros)

4. P., de Dias Úteis

5. JMS, de Desmancha-Prazeres


terça-feira, outubro 30, 2007

Determinante demonstrativo

Ao ler, em caixas de comentários alheias, referências à Isabela de O Mundo Perfeito como "essa blogger com a qual normalmente não concordo", não consigo evitar um sorriso.
Compreendo: até para mim sou insuportável.

domingo, outubro 21, 2007

Os blogues sem comentários

Foto: Zak Pawel


Ter um blogue sem comentários é como ficar fechado em casa e não abrir a porta a vivalma. A não ser que vivalma tenha classe, quero dizer, poder, ou, desculpem, influências, conhecimentos, possibilidade de tachos. Mas, nesse caso, entra pela porta de serviço. Entra à socapa. Fechar as caixas de comentários é uma intolerável recusa a chafurdar na vida, e eu detesto cobardes.
Viver é chato e dá trabalho, mas viver é exactamente isso: chafurdanço. Levar com os outros. Aturá-los. Irritarmo-nos, mandá-los a todas as partes que nos ocorram. Levar porrada. Dar porrada. Arrependermo-nos, ou não. Escolhermos dar confiança a esta e não aquele, ou vice-versa. Detestar os outros. Não conseguir viver sem os outros. Ter dúvidas. Errar com todos os sentidos e, muito de vez em quando, acertar com um ou outro.
O que pode distinguir um blogue de uma ordinária publicação on line é a caixa de comentários. As pessoas gostam de mandar bitaites, e toda a gente tem direito ao seu bitaitezinho diário, até os malucos; sobretudo esses. Contraria-me muito visitar um blogue com textos giros, querer deixar o meu lamiré e não poder. Fico sem vontade de voltar. Que interesse tem um blogue que não se pode comentar? Para isso compro um livro e leio-o, e faço anotações nas margens, ora essa.
Um blogue serve para levar na corneta, para desenvolver largura nas costas. Se os comentários nos chateiam, e chateiam, apagamo-los. Depois havemos de levar porrada porque os apagámos. A porrada está sempre certa.
É impossível não ter inimigos. Passando na rua, em silêncio, arranjamos inimigos: aqueles que não vão com a nossa cara, que nos acham idiotas ou ridículos.
Blogues sem comentários dizem-me "sou uma pessoa muito importante e não desço ao vosso nível". Mentira. Os bloggers sem caixa de comentários sabem lindamente descer a qualquer cave, bastando-lhes esquecerem-se das usuais três camadas de verniz.
Blogues sem comentários dizem-me, "tenho muitas ocupações e zero tempo para manter atenção à caixa de comentários". Mentira. A maior parte dos bloggers sem comentários trabalha em casa escutando música clássica, e não pega às nove na fábrica de parafusos, e não chega a casa incapaz de ouvir uma nota musical, de tímpanos cansados pelo barulho das máquinas na linha de montagem.
Blogues sem comentários dizem-me, "não quero ouvir o que tens para dizer". E isso irrita-me. Os blogues sem comentários irritam-me tanto que juro, juro mesmo não comentar em nenhum.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Ter classe

Quando era pequena queria ser crescida. Quando crescesse haveria de ser uma pessoa importante como as outras. Uma senhora como a minha madrinha. Reconheceriam a minha existência. Atribuir-me-iam valor. Teria uma voz.
Hoje acho que ser crescida é ter um blogue sem comentários. Isso é que é ter classe.

segunda-feira, março 26, 2007

Esquina dos discursos

Léon Ferrari, 2000, tinta china y recorte de prensa en papel


Tal como a personagem interpretada por Judi Dench em Diário de um Escandâlo, filme insuportavelmente maniqueísta, também eu manuscrevi cadernos diários durante muitos anos. Sempre tive demasiadas opiniões. Sobre tudo. Sou daquelas que nos anos 80, e nos 90, tirava apontamentos, às escuras, no cinema. Hoje, escrevo muito menos nos cadernos. Tenho o blogue.
Nos últimos dois anos, período de tempo a que não me refiro por mero acaso, a minha vida foi uma acumulação de más experiências. Não me falhou o essencial, é certo: não fui despedida, a relação com a minha mãe melhorou, mantive os meus amigos, de resto... ganhei o blogue. O blogue é importante. Sou muito melhor no blogue do que fora dele. Tinha planeado escrever imenso sobre este espaço enquanto second life, mas agora não me apetece.
Este blogue faz hoje dois anos. É isso! Tenho consciência de que esta informação não interessa grande coisa, para além de, na verdade, detestar parabéns. Foi por isso que fechei a caixa de comentários.
Quero, contudo, agradecer aos que têm paciência para me ler todos os dias - sei que não sou fácil, que escrevo textos proporcionalmente exasperantes em tamanho e aborrecimento. Apesar de tudo, há leitores que me visitam há dois anos, fielmente, o que me causa uma vaidade e perplexidade enormes. Um grande abraço para tão persistentes amigos e amigas.

sábado, novembro 25, 2006

Auto-bloqueio

Tenho as fotos bloqueadas, porque as bloqueei eu, e agora não sei desfazer o serviço.
Inadvertidamente, acabei de fazer flag due to objectionable content ao meu próprio blogue!
Vou desligar isto. Vou desligar isto.

domingo, novembro 19, 2006

E o óscar do melhor blogue intergaláctico vai para...

Também quero fazer as minhas nomeações para os "óscares dos blogues", e até deixo já as minhas propostas, para irem pensando, e votando.
Agradeço, antecipadamente, caso a vossa escolha venha a recair em mim ou n' O Mundo Perfeito, embora eu não esteja nada à espera.
Muito obrigada. Muito obrigada. Eu não mereço!

1 - Melhor bloguista feminina, nos dias em que se sente fêmea - Isabela do Mundo Perfeito.

2 - Melhor bloguista masculino, nos dias em que se sente macho - Isabela do Mundo Perfeito.

3 - Bloguista mais temperamental, incoerente, e com mau feitio, todos bem assumidos, e quem não gosta não come - Isabela do Mundo Perfeito.

4- Bloguista mais vezes acusada de falta de sexo sem que alguém se ofereça para resolver o problema - Isabela do Mundo Perfeito.

5 - Maior dor de quadris, não por causa do sexo, mas por passar demasiado tempo sentada ao computador - Isabela do Mundo Perfeito.

6 - Portátil de bloguista com as letras mais gastas em todo o universo conhecido, e arredores - o de Isabela do Mundo Perfeito.

7 - Por acumulação de partes, o melhor blogue de todos os blogues criados nesta galáxia, e em qualquer outra, independentemente da temática - O Mundo Perfeito.

Podem votar noutros blogues, mas aqui é muito mais fácil, muito mais útil, e a escolha é diversa.
Se por acaso me falhou alguma categoria, apitem!



segunda-feira, outubro 02, 2006

Um blogue-tempestade

Manter um "blogue-tempestade" acarreta pressões de dentro, dos próximos, relativamente ao que se publica, e não se devia, e dos de fora, leitores mais ou menos assíduos, relativamente ao que consideram que o blogue é ou deveria ser.
Quase todos acham que podem interferir, definindo orientação temática, pedindo explicações sobre textos e respostas a comentários.
Há os que me alertam para o facto de eu ser melhor nisto do que naquilo, sendo que, portanto, estou a perder-me naquilo. Há os que acham que isto deveria ser um livro, uma revista de actualidades, um consultório de sexualidade, o espaço privado de uma diva sem donos ou donas, uma coisa com classe ou sem classe alguma... imensas opiniões.
Muita, muita resistência à mudança.
De forma geral, penso que se desse ouvidos a tudo o que me pedem, se não fosse caprichosa, irredutível, teimosa, se não fizesse no blogue só o que me apetece, e só, e não o gerisse como me dá na gana, conforme a lua, conforme me correu o dia de trabalho, quase sempre nos limites do irrazoável, excedendo-me, barafustando, boicotando, já tinha encerrado portas. Se alguém perdia, como às vezes me dizem, estou-me espalhafatosamente nas tintas: eu cá perdia, porque eu preciso disto como de pão para a boca!
Por isso, valha-me eu!


O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...