
Gosto muito do Genésis e da alegoria do Adão e Eva, que surge noutros textos sagrados, nomeadamente no Alcorão.
Quase todas as culturas, excepto as orientais budistas, se servem desta alegoria para explicar o estatuto de inferioridade concedido à mulher. Ela veio de uma parte do homem. Ela é que pecou e induziu o homem ao pecado. Há mesmo representações da Tentação em que a serpente assume, literalmente, um rosto e peito de mulher. Portanto, segundo esta visão riquíssima do ponto de vista simbólico, ontológico, foi uma mulher que tentou outra. Parece-me correcto.
Aquilo que mais me agrada no Génesis está na relação entre Eva e a serpente, na insatisfação e curiosidade daquela, e na sua incapacidade em resistir à tentação. Era a árvore do Bem e do Mal, se bem me lembro, e quem provasse do seu fruto receberia o conhecimento. Ora bem, folgo muito que tenham atribuído a Eva a responsabilidade pelo conhecimento. Não fosse Eva e nem sequer nos tínhamos reproduzido. A obra do Senhor teria parado por ali, o que, no caso de Eva, seria uma pena. Penso que o tosco do Adão devia ter-lhe agradecido o favor que esta lhe fez ao ter-lhe proporcionado a oportunidade de perceber que não só ele estava nu, mas ela também, e que tinha mamas, e que até se podiam entreter com algo mais para além da observação dos diferentes tons de verde da relva do Paraíso.
Vem isto tudo a propósito do outro mito grego que atribui às mulheres, pela sua natureza, tudo o que é passivo, portanto, o espaço da casa, e, aos homens, a vida activa, portanto, o espaço público.
Não me parece que os homens sejam mais activos que as mulheres. As mulheres que observo são animais dotados de uma energia inesgotável. São terríveis. Estão realmente insatisfeitas, sempre. São curiosas e corajosas. Experimentam e reclamam. As mulheres falam muito e reclamam, reclamam e reclamam. Não se calam. São umas matracas insubstituíveis. E exigem. E vão à guerra e dão e levam. Isto tudo enquanto eles vivem acabrunhados que nem pepinos murchos. Eu adoro mulheres. Os homens são uns tristes.
Quase todas as culturas, excepto as orientais budistas, se servem desta alegoria para explicar o estatuto de inferioridade concedido à mulher. Ela veio de uma parte do homem. Ela é que pecou e induziu o homem ao pecado. Há mesmo representações da Tentação em que a serpente assume, literalmente, um rosto e peito de mulher. Portanto, segundo esta visão riquíssima do ponto de vista simbólico, ontológico, foi uma mulher que tentou outra. Parece-me correcto.
Aquilo que mais me agrada no Génesis está na relação entre Eva e a serpente, na insatisfação e curiosidade daquela, e na sua incapacidade em resistir à tentação. Era a árvore do Bem e do Mal, se bem me lembro, e quem provasse do seu fruto receberia o conhecimento. Ora bem, folgo muito que tenham atribuído a Eva a responsabilidade pelo conhecimento. Não fosse Eva e nem sequer nos tínhamos reproduzido. A obra do Senhor teria parado por ali, o que, no caso de Eva, seria uma pena. Penso que o tosco do Adão devia ter-lhe agradecido o favor que esta lhe fez ao ter-lhe proporcionado a oportunidade de perceber que não só ele estava nu, mas ela também, e que tinha mamas, e que até se podiam entreter com algo mais para além da observação dos diferentes tons de verde da relva do Paraíso.
Vem isto tudo a propósito do outro mito grego que atribui às mulheres, pela sua natureza, tudo o que é passivo, portanto, o espaço da casa, e, aos homens, a vida activa, portanto, o espaço público.
Não me parece que os homens sejam mais activos que as mulheres. As mulheres que observo são animais dotados de uma energia inesgotável. São terríveis. Estão realmente insatisfeitas, sempre. São curiosas e corajosas. Experimentam e reclamam. As mulheres falam muito e reclamam, reclamam e reclamam. Não se calam. São umas matracas insubstituíveis. E exigem. E vão à guerra e dão e levam. Isto tudo enquanto eles vivem acabrunhados que nem pepinos murchos. Eu adoro mulheres. Os homens são uns tristes.

