
Como detesto notícias sobre mulheres que singraram em "mundos tradicionalmente masculinos", mantendo-se, apesar de tudo, femininas num mundo de homens e máquinas! É um destaque que as singulariza negativamente, que faz dela seres excepcionais, invulgares, procurando-se, embora, justificar a alegada excepcionalidade, ao acrescentar informação sobre a manutenção dos hábitos feminis: roupa, acessórios, maquilhagem. Por outras palavras, exercem num mundo de homens, mas, sosseguem as hostes, não são homens.
Objectivamente, parece que os profissionais de informação estão a fazer grande coisa pela política da igualdade de género, mas, subjectivamente, o que o nosso cérebro compreende é exactamente o contrário; tal tratamento de excepção continua a veicular, entre-linhas, a mensagem do que "não é normal". Contraproducente.
O que eu e as outras mulheres pretendemos é que mecânicas, canalizadoras e ladrilhadoras deixem de ser notícia, embora nos interesse continuar a vê-las integradas em reportagens ordinárias sobre o mundo do trabalho.
Isso, sim, seria uma bela ajuda. Isso, sim, seria avançar.
Objectivamente, parece que os profissionais de informação estão a fazer grande coisa pela política da igualdade de género, mas, subjectivamente, o que o nosso cérebro compreende é exactamente o contrário; tal tratamento de excepção continua a veicular, entre-linhas, a mensagem do que "não é normal". Contraproducente.
O que eu e as outras mulheres pretendemos é que mecânicas, canalizadoras e ladrilhadoras deixem de ser notícia, embora nos interesse continuar a vê-las integradas em reportagens ordinárias sobre o mundo do trabalho.
Isso, sim, seria uma bela ajuda. Isso, sim, seria avançar.