
Ah, e também houve aquela vez, para aí em 1976/77, assim ao final do dia, depois de sair da escola, na papelaria ao lado da estação dos autocarros, em Alcobaça, em que roubei um postal com o pôr-do-sol para mandar aos meus pais, que por acaso detestavam postais com o pôr-do-sol.
Não é que precisasse do postal, mas todas as minhas colegas roubavam pequenos objectos do balcão, e muito embora considerasse tudo aquilo baixo demais para os meus padrões, caramba, era fácil, e eu queria experimentar. E um dia, zupt, surripiei o tal postal do expositor, meti-o no caderno, ou no bolso e, pronto, nunca mais me esqueci, tenho que viver com isto, completamente impossibilitada de dizer em voz alta, eu cá nunca roubei nada. Lá vem a maldita da recordação. E um postal que não devia custar mais de 5 tostões! Honestamente, se estava na fase das experiências, mais valia ter-me dado para o charro.
Não é que precisasse do postal, mas todas as minhas colegas roubavam pequenos objectos do balcão, e muito embora considerasse tudo aquilo baixo demais para os meus padrões, caramba, era fácil, e eu queria experimentar. E um dia, zupt, surripiei o tal postal do expositor, meti-o no caderno, ou no bolso e, pronto, nunca mais me esqueci, tenho que viver com isto, completamente impossibilitada de dizer em voz alta, eu cá nunca roubei nada. Lá vem a maldita da recordação. E um postal que não devia custar mais de 5 tostões! Honestamente, se estava na fase das experiências, mais valia ter-me dado para o charro.
