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quinta-feira, novembro 20, 2008

Princípios da leitora revoltada




Ontem, pelas sete e trinta da alvorada, ouvi Manuel António Pina dizer, na TSF, algo em que penso muito, no contexto de uma entrevista sobre a sua conferência na Fundação Luso-Americana a propósito de Ezra Pound. Parece que o escritor Ezra Pound tinha dois defeitos: era excelente escritor e melhor fascista, ou que, pelo menos, era excelente escritor e fazia a vénia a Mussolini, diz Manuel António Pina - eventualmente fa-lo-ia sobretudo por razões estéticas. Mas o que me ficou foi a afirmação de Manuel António Pina sobre não podermos esperar que um escritor não seja um homem como os outros homens, inclusive má pessoa, como qualquer um de nós.

Tenho a pior ideia possível dos escritores. Foi uma coisa que me aconteceu com a perda de inocência. Também acreditei, quando criança e adolescente, e jovem adulta, que os escritores estavam mais perto de Deus. Que esse dom da expressão, que é também um talento para construir viagens interiores, os excluía do odor pútreo da natureza humana. Mas não, uma boa parte dos escritores são más pessoas, e temos de viver com isso. São vaidosos ou corruptos ou arrogantes ou perversos ou tudo junto. Dizia Manuel António Pina que é absolutamente necessário separar a obra e o autor. Concordo. Teoricamente, defendo o mesmo. Não há, aliás, atitude intelectual mais séria. Contudo, na minha vida pessoal de leitora ainda tenho direito a escolhas, uma ou outra. E uma daquelas em que faço finca-pé é a de não ler a obra de filhos-da-puta. Não leio, pronto. Eh, pá, se calhar vou perder grandes lições de vida que até souberam enunciar embora não praticassem. Paciência. Livros de filhos-da-puta, fora da minha biblioteca. Renego todos os que já li. Foram por engano. Não quero escritores, quero boas pessoas. Estou cansada de génios, de gente bestial que tem nas mãos o poder da criação e dele se serve para destruir a pureza, a bondade, tudo o que resta de genuíno e bom. E os escritores não se salvam desta minha revolta. Quero lá saber se têm um ar tão frágil, tão terno, tão sensível!

segunda-feira, junho 04, 2007

nº 162, do lado direito de quem sobe, e eu sou o mais bonito

Ao final do dia, quando encerra a feira do livro, resta sempre muito lixo, muita papelada que os empregados da câmara maldizem, mas têm de recolher. É para que serve a criadagem, mesmo a dos serviços públicos de limpeza!


Fiz copy/paste deste poste de ontem, no Da Literatura, que é um blogue sobre literatura, louça Limoges e lojas gourmet, variado, portanto, como O Mundo Perfeito, mas não de tão baixo coturno.
Considero que qualquer blogger responsável deverá saber escrever um poste igualmente rico em informação sobre feiras do livro, localização dos pavilhões, edições próprias, et coetera.
Publico por motivos puramente didácticos.
Também acabei agora de ler o Cidade Proibida, e declaro-me mortinha por trocar impressões literárias com alguém!

Sábado, Junho 02, 2007
FEIRAS DO LIVRO

Hoje à tarde, das 16:30h às 18:00h, vou estar na Feira do Livro de Lisboa, no pavilhão da QuidNovi [n.º 162, lado direito de quem sobe do Marquês], a assinar três livros: o romance Cidade Proibida, os contos reunidos em Persona e o soi disant livro do blogue, Intriga em Família. Os dois primeiros são da QuidNovi e o terceiro da Quasi (mas hoje estão todos à venda no pavilhão n.º 162). No próximo sábado, dia 9, farei o mesmo no Porto.

posted by Eduardo Pitta at 10:40 AM


O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...