A sobrinha de Tony Soprano, uma bebé de poucos anos, magoou-se num carossel; a máfia familiar, ao abrigo da porrada e da lei, da lei mesmo legal, por estranho que pareça, fechou o parque de diversões.
Mas a menina queria o carrossel, a menina debulhava-se em lágrimas abraçada ao portão do recinto, desejando o carrossel; e Tony, o bruto, sorrindo como sorri o Céu e o Inferno num mesmo coração, aproximou-se da pequenina, e, erguendo-a no ar, fê-la voar como no carrossel, mas melhor, rodopiando sobre si com ela nos braços, enquanto os levantava e baixava.
Avião...
Apenas esta cena.
Ontem lutei contra o meu capricho: quis a colecção de dvd's de Os Sopranos. Não, não era a colecção, era só um dvd, não, não: era só aquele momento; só aquele momento; a menina no ar, rodopiando no carossel humano dos braços do tio mafioso.
E depois corremos duas vezes a vida à procura dos momentos que perdemos, dos que esquecemos.
Não esquecemos.
Mas a menina queria o carrossel, a menina debulhava-se em lágrimas abraçada ao portão do recinto, desejando o carrossel; e Tony, o bruto, sorrindo como sorri o Céu e o Inferno num mesmo coração, aproximou-se da pequenina, e, erguendo-a no ar, fê-la voar como no carrossel, mas melhor, rodopiando sobre si com ela nos braços, enquanto os levantava e baixava.
Avião...
Apenas esta cena.
Ontem lutei contra o meu capricho: quis a colecção de dvd's de Os Sopranos. Não, não era a colecção, era só um dvd, não, não: era só aquele momento; só aquele momento; a menina no ar, rodopiando no carossel humano dos braços do tio mafioso.
E depois corremos duas vezes a vida à procura dos momentos que perdemos, dos que esquecemos.
Não esquecemos.