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sábado, julho 12, 2008

A esperança


Tive tanta esperança aqui. Tive tanta esperança naquele lugar além; naquela estrada, tive uma esperança quase total, uma fé toda absurda. Neste banco, neste jardim, nesta praia, ali naquele primeiro-andar ao Feijó, na camioneta para Setúbal, e numa casa velha a caminho de Cantanhede, e mais acolá, naquela lavra de arroz quase maduro.
Os anos passam muito depressa, e, resistindo-lhes, tenho tido muita esperança em todos os lugares, de manhã, à tarde e à noite, porque um dia me disseram que a esperança é a última a morrer. Com sorte, eu morro na segunda, e a esperança na terça, sem que nunca nos tenhamos encontrado.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...