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domingo, julho 06, 2008

O lugar de procriação é o indíviduo, não a família





Manuela Ferreira Leite afirmou a semana passada, na TVI, que o casamento tem como objectivo a procriação, e que, portanto, as uniões de homossexuais, não sendo dessa natureza, não deverão beneficiar das mesmas regalias fiscais e civis de um casamento.

Manuela Ferreira Leite é uma política conservadora, pelo que as suas afirmações não devem causar espanto. Pessoalmente, parece-me bem que tenha enunciado o seu pensamento a este respeito. Gosto de pessoas que dizem muito claramente aquilo que pensam. Com quem fala claramente é possível dialogar; pelo contrário, quando não sabemos que filosofia se esconde por detrás de abundantes discursos eufemísticos, não é possível comunicar.

Manuela Ferreira Leite não fez mais do que enunciar em voz alta aquilo que 70 por cento da população portuguesa pensa: as uniões homossexuais são contra naturam.
A natureza contra naturam que as civilizações baseadas numa religião institucionalizada atribuiram às relações entre pessoas do mesmo sexo, baseou-se na preocupação com a procriação, e centrou-se numa visão exclusivamente sexual destes relacionamentos. Porém, a sexualidade é apenas uma parte da vida dos homossexuais, pelo que sempre considerei tudo isto de uma injustiça e preconceito atroz.

Ouço com ironia afirmações como, eles agora são todos do clube, antigamente não era assim, etc., etc., ignorando que a humanidade, desde os princípios dos princípios, foi livre sexualmente, muito mais livre do que hoje. O clube sempre teve inúmeros praticantes, adeptos e simpatizantes.
O relacionamento sexual entre pessoas do mesmo sexo não pode ser considerado um pecado de natureza universal, como o vêem algumas religiões, porque outras religiões, igualmente legítimas, nomeadamente algumas orientais, não excluem a homossexualidade, não a castigam, considerando-a apenas mais um meio para atingir um fim. Portanto, em que ficamos? Trata-se de um pecado "local". No fundo, de um normativo. A noção de pecado associada ao sexo e à homossexualidade veio criar uma ordem social e sexual aparente, porque debaixo dos panos, tudo se manteve igualzinho.

O que escapa à sociedade em geral, e a Manuela Ferreira Leite, em particular, embora seja remediável, é que a família não é realmente um lugar de procriação. Como explicar, então, os inúmeros casais que não têm filhos, que se recusam a tê-los, ou não podem, e que preferem adoptar, ou não? Perdem o estatuto de família por recusar procriar ou por não poderem fazê-lo? Conheço meia dúzia de casos deste género. Vamos tirar-lhes os benefícios sociais e fiscais que o Estado concede ao que chama família? Convém sermos coerentes. Que diferença existe, ao nível de constituição de família, entre o senhor Belarmino e a dona Maria, que moram no prédio da minha mãe, e nunca tiveram filhos, e a Patrícia mais a Xana, que moram no meu, e tiveram há poucos meses uma bebé fruto de uma inseminação artificial?
A Xana inseminou a Patrícia com o esperma de um norueguês que contactaram através de um grupo de dadores existente na internet. O homem veio cá passar uns dias, pagaram-lhe a estadia, e foi-se embora todo feliz e cheio de escaldões. Não sabem a morada dele nem ele a delas. Foram três felizes encontros no hotel dele, em dias estratégicos. Chegou. Digam-me, por favor, quem é mais família? O senhor Belarmino e a dona Maria, ou a Xana e a Patrícia? É fácil, não é?

O lugar de procriação nunca foi a família, mas o indivíduo. Pensar desta forma implicaria voltarmos ao tempo de Salazar e ressuscitar o estatuto distinto do filho bastardo, com toda a ignomínia que acarretava.

A procriação não tem regras, ou melhor, recusa-as, por muito que no-las tentem impor. Quem quer ter filhos, tê-los-á, independentemente da natureza emocional ou sexual da relação mantida, ou na sua ausência; quem não quiser filhos, há-de evitá-los; e os acidentes, o foi sem querer, agora não calhava nada, o que é que eu faço, acontecerão sempre, com a mesma certeza com que vem a chuva e depois o sol.

Actualmente, com auxílio da reprodução medicamente assistida ou sem ela, porque os métodos artesanais também funcionam lindamente, nada, nada, nada impede um homem ou uma mulher, homossexuais, heterossexuais ou assim-assim, solteiros, casados ou a viver uniões de facto de se reproduzirem livremente. E aos núcleos de pessoas que escolheram viver juntas chama-se família, porque não há outra palavra para os designar. Que a porca torça o rabo como quiser torcê-lo, mas estas são famílias efectivas, funcionais, existem aos milhões por todo o lado, é impossível ignorá-las, não podem ser desfeitas, e terão de beneficiar dos mesmos direitos que os outros tipos de família, ou estaremos a estabelecer diferenças entre legítimos e bastardos, o que a própria lei não permite.

Portanto, é isto que temos de explicar à Dra. Manuela Ferreira Leite, com a formidável calma que advém da certeza e da segurança.

sexta-feira, junho 27, 2008

Serão as mulheres capazes de chefiar uma estação espacial?



Não sei se Golda Meir, Indira Ghandi, Margaret Thatcher exerceram política como mulheres, porque não sei o que seja a política exercida por mulheres, ou seja, com a sua marca. Creio que cada uma delas fez o que os homens esperariam ver feito, porque disso dependia a sua credibilidade enquanto agentes governativos. Todos estariam à espera de vê-las ser diferentes, de vê-las falhar, para concluírem, agiram como mulheres! Elas sabiam.

As mulheres, todas, eu não fui excepção, têm sido educadas profissionalmente para agir como homens, ou seja, para agir de acordo com um status quo que não reflecte uma voz feminina. Angela Merkel governa como uma mulher ou como um homem? Vejamos, como se detecta a voz feminina de Merkel? E o que é uma voz feminina? A minha voz é feminina?
Há neste momento mulheres desempenhando altos cargos na Europa, sobretudo a Norte e no Leste. Fazem melhor que os homens? Pergunto, realmente. Quero saber.
Se eu fosse deputada agiria de acordo com os meus valores humanos e profissionais aprendidos num mundo de homens, para homens. Que tipo de política seria a minha? Terei eu conseguido subtrair-me a essa ordem? Serei capaz de ser diferente?

Os fenómenos históricos e sociais repetem-se; e só muda o motivo, não o modus operandi: quando as mulheres começaram a conduzir automóveis, haviam de ter acidentes porque eram mulheres e nada percebiam de pedais de embraiagem, e quando começaram a exercer profissões liberais, seriam piores profissionais porque eram mulheres, e teriam dores na data da menstruação. Daqui a uns anos haveremos de discutir se as mulheres serão eficientes como responsáveis máximas por estações espaciais. Vai ser igualzinho. Os argumentos de sempre.

A feminização de uma actividade tem tido como tendência a sua descredibilização, o que aconteceu, por exemplo, com a classe docente, que perdeu poder à medida que as escolas se encheram de mulheres. Vamos ver o que acontecerá com a classe médica, dentro de dez anos, quando os mais velhos se reformarem.
De igual forma, ainda hoje, uma escritora não vale o mesmo que um escritor, porque o escritor debruça-se sobre assuntos universais e sérios, enquanto uma escritora mergulha em intimidades, no amor, na vida quotidiana, etc., etc. Em literatura, os interesses das mulheres inferiorizam as obras que publicam. Porque os homens, como o Pedro Paixão, entre outros, podem à vontade escrever sobre amor e intimidades que permanecem escritores de créditos firmados.

Por esta ordem de ideias, feminizar a política implicaria uma diminuição do seu poder, consciência que as mulheres que a praticam têm tido, mantendo o adequado low profile. Não o manter tem consequências que passam pela não inclusão em listas eleitorais ou não nomeação para cargos.

Não me interessa saber que diferenças e semelhanças juntam ou separam homens e mulheres no que respeita às capacidades das suas naturezas biológicas. Estou para além das influências determinantes da cultura na formação das identidades femininas e masculinas. Sempre houve homens com capacidades ditas femininas, e vice-versa. Toda essa fronteira que ao longo dos tempos, e na nossa cultura, se estabeleceu entre feminino e masculino, cada vez menos se aplica. Eu diria que vai morrendo devagar. Mas que morre.

O que interessa, na política, e fora dela, é que quem a faz, a faça com justiça, respeito e cuidado pelo que cuida. Ouvindo, reflectindo e executando. E que essa execução não ignore que, à partida, somos todos gente de bem, porque os que não forem, tratam-se à parte.
E que se fale claramente, sem medo dos lobbies de poder. Sem medo. Sem farsas. Sem medo. Sem nada de especial para mostrar, a não ser a vontade de melhorar. Pedindo ajuda, quando for necessário. E como tem sido.
Como mulher, como ser humano, falo muito, digo muito o que penso, com sinceridade, e peço muita ajuda, porque preciso, e pergunto, e indigno-me, e ralho, e dou atenção, e ouço, ouço, e respondo, e recuso padrinhos e subornos. Sou um ser racional e emocional. Tenho dois lados e não escondo nenhum. Isto é feminino? Não, pois não?! São valores humanos. É isso que quero ver na política.
Claro que quero ver muitas mulheres na política, mas se um homem for capaz de governar desta forma, para mim serve lindamente.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Ministras

A ministra das pescas norueguesa veio cá por causa do bacalhau. A ministra das pescas. Não era a ministra da educação, nem da saúde, nem da cultura, nem a dos assuntos sociais ou da família, mas a das pescas.
Gostava muito de ter uma ministra nas pescas, e outra na agricultura, e assim. Gostava muito de ter uma ministra na defesa.

terça-feira, janeiro 10, 2006

O tempo das mulheres

Vamos usar linguagem de leigo: segundo dados do Censo de 2001, a percentagem de população portuguesa do sexo feminino, ultrapassa a do sexo masculino. Nós somos mais.
Em idade activa, há mais mulheres, sobretudo em cursos superiores, terminando-os com maior índice de sucesso. Estudamos mais e melhor, trabalhamos que nos fartamos, e bem. A maior parte dos quadros técnicos superiores da administração pública são femininos. Isto são factos. Não temos grande jeito para os pistons, é verdade; o macaco para levantar o carro pode tornar-se, nas nossas mãos, uma arma perigosa, mas esta cabecinha funciona bem oleada, a 200 à hora, com a segurança máxima.
Eu, quando tenho que ir ao médico, ao dentista, ao advogado, ao polícia, ao juíz, ao professor, ao ministro, escolho sempe a médica, a dentista, a advogada, a polícia, a juíza, a professora. Sei que me vão tratar eficiente, profissonalmente, sem que no final da sessão me dêem o tradicional puxãozinho na bochecha, "minha rica, ligue sempre que precisar, e mesmo que não precise!"
Toda a gente sabe isto: somos boas! É provável que até sejamos melhores, mas como isto não vai a concurso, não caminhemos por terreno incorrectamente pantanoso. Fiquemo-nos, apenas, com esta nebulosa dúvida pairando sobre os" nossos" ancestrais medos mediterrânicos.
A jornalista Fátima Campos Ferreira convidou cinco homens para debater o estado da economia. Cinco homens. Como sempre. Homens. Três, cinco, sete. Neste exacto momento. Na RTP 1. Porque em Portugal não há mulheres economistas, porque em Portugal as mulheres não se interessam pela situação económica, política, cultural do País, porque em Portugal queremos deixar a política e os carros nas mãos dos homens.
Grande mentira; nas mãos dos homens só queremos deixar os carros, porque são realmente uma chatice, e eles gostam - mas juro que se me ensinarem a mudar o óleo e os farolins e a substituir as borrachas dos limpa- párabrisas, e os pneus, juro!, eu aprendo com gosto e faço.
Uma das últimas vezes que se me esvaziou um pneu, foi uma menina que parou para me ajudar. Para me ajudar, quer dizer, para fazer o trabalho todo. Falámos sobre o assunto e ela motivou-me: disse que "nós temos de lhes mostrar que não precisamos deles para nada". E eu acrescentei, "pois é, tem razão, os grandes cabrões, pensam que precisamos deles para alguma coisa, estão lixados!" E ambas rangemos os dentes de irmandande satisfeita.
Mas por que motivo Fátima Campos Ferreira convida Miguel Beleza e não Manuela Ferreira Leite?
Há muito tempo que as mulheres, excepto as do CDS-PP, que toda a gente sabe que não é um partido sério, nem sequer um partido, mostraram que sabem fazer política e que a fazem com maior honestidade. Gosto da Manuela Ferreira Leite, gosto da Leonor Beleza, da Ana Gomes. Porquê? Porque dizem verdadeiramente o que pensam, dizem-no independentemente da cor partidária a que se filiaram. Dizem-no à bruta, sem medo, sem paninhos quentes. E agrada-me esse confronto.

O futuro político está nas mãos dos/as kamikazes por conta própria, desses/as tais que não pagam os favores que devem, mordendo, de alguma forma, a mão ao "dono". Dos que têm vontade própria e se esqueceram de distinguir esquerda e direita. Porque já não existe essa dicotomia: há, sim, homens e mulheres formados num caldo de muitas ideias que é preciso ensaiar. Homens e mulheres menos cinzentos, mais informais, que sorriem, que dizem a verdade.


Ana Gomes


Pedro Mexia é talvez um dos mais recentes exemplos deste apartidarismo inconsciente e salutar. O Pedro começou por se declarar de direita, e é provável que o mantenha sempre. É-me indiferente. O Pedro tornou-se, sem querer, um opinion maker de esquerda. O Pedro pensa, frequentemente, à esquerda, e estou a vê-lo manter um diálogo interessantíssimo com o Miguel Portas ou a Joana Amaral. Porque gente inteligente, de mente aberta, não pertence à direita nem à esquerda, mas ao que é justo, necessário e urgente realizar para obter movimentos de mudança, de inovação, criação.

Sou muito optimista em relação ao futuro. Espero por essas mulheres, que aí estão, prontas para trabalhar e mudar, todas as que a Fátima Campos Ferreira não convidou para o debate; espero pela caixa de Pandora que têm guardada. E eu bendigo essa caixa não perdida, apenas oculta, por milénios, no peito, na garganta, nas mãos, no cérebro das mulheres, esperando que lhes fossem restituídos corpo, pensamento, voz. E foram. As mulheres restituíram-se ao que sempre lhes pertenceu, naturalmente.
E este é o tempo das mulheres - que querem os homens, para, juntos, mudarem simultaneamente, os pneus, e o mundo. E tudo o mais que houver que mudar.

Eu pertenço a essas mulheres.

Publicado também em O Eleito.

sábado, dezembro 17, 2005

Catarina: uma resistência grávida


Catarina estava grávida quando foi assassinada. Está grávida, estará grávida. Estava grávida dos filhos nascidos; dos que nasceriam.
O mito político de Catarina não assenta na sua gravidez, mas na sua resistência, bem como na resposta cega do pequeno poder arbitrário.
O exemplo resistente de Catarina inspirou outras mulheres e homens que avançaram perante canos apontados, apesar deles.
Foi um bom exemplo que lamento encontrar tão esquecido. Hoje, gostaria de ver outras Catarinas avançando, opondo-se, fazendo greve sem poder, mas fazendo-a por altruísmo. Eu queria que, juntos, como ela, passássemos fome por fazer greve, para que no futuro nenhum de nós passasse fome por estar calado, por permitir o que não é permissível.
Estes valores estão muito esquecidos. Calamo-nos escondidos entre as quatro paredes das nossas casas e deixamo-nos ser apoucados, roubados, porque, "o que se há-de fazer? Que podemos nós?"
Podemos o mesmo que Catarina. Podemos mudar, inspirar. Se lhe seguíssemos o exemplo, alheios a uma cor política, presos apenas a um ideal de justiça, estaríamos todos em avançado estado de gravidez, e os filhos que paríssemos seriam os mais perfeitos, os mais afortunados.

(publicado nO Eleito)

segunda-feira, abril 25, 2005

Mulheres que fizeram Liberdade


Barreiro, 1943 , "A polícia obrigando as famílias dos operários grevistas a abandonar as imediações das fábricas."

Nas imagens que guardamos da Revolução, e que hoje aparecerão na Imprensa e nos blogs, as mulheres são o objecto decorativo que aplaude, distribui cravos, beija, sorri, abraça soldados. Dão colorido ao preto-e-branco. Repartem o pão e o vinho que os soldados recebem; cumprem o papel para que a natureza as talhou... gerar os homens que (lhes) roubam ou oferecem a liberdade, vesti-los, alimentá-los... Tudo isto estaria muito certo (a nobreza de uma dádiva de pão, de vinho, de vida...) num mundo que não toldasse tudo o resto que realizaram, realizam. Fazem!
O 25 de Abril começou quarenta anos antes!, e, à excepção de Maria Lamas, a História não deu, até a hoje, a justa visibilidade às mulheres que o prepararam, que colaboraram activamente nas diversas etapas dos movimentos oposicionistas ao Estado Novo!
Quem foram as camponesas e operárias que arriscaram protestos e greves? Catarina Eufémia. Que outras?
A acção clandestina, no interior do Partido Comunista, foi amplamente assegurada pelas "companheiras", as quais mantinham, no interior das "casas", a necessária aparência de normalidade para que funcionassem como tipografia, armazém de propaganda, local de reunião. Quem eram as companheiras? Quem escreveu a sua história?
Fala-se muito dos prisioneiros políticos, pouco de prisioneiras. Muito dos exilados, pouco das exiladas.

Mulheres em Tempos Sombrios. Oposição Feminina ao Estado Novo, de Vanda Gorjão, editado pela Imprensa de Ciências Sociais, em 2002, constitui um importantíssimo estudo sobre o papel desempenhado pelas mulheres na acção contra a Ditadura.
Penso que seja, até agora, em Portugal, a única obra que surgiu como resultado de uma investigação séria sobre o assunto. Encontram-na aqui.

segunda-feira, abril 11, 2005

Pensamentos de Nostradama (profecia?)


Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e António Borges. Nossa Senhora dos Aflitos!!! O panorama partidário para os próximos anos é sombrio. Seria mesmo necessário que o PS fizesse asneira da grossa...

O PSD sofre de um problema oftalmológico vulgar, facilmente resolúvel: miopia conjugada com astigmatismo. O PSD tem, há anos, um único cidadão capaz de pôr ordem naquele galinheiro de testosterona mal usada; um único cidadão capaz de governar com sensatez, visão de conjunto e a necessária justiça; capaz de enfrentar uma oposição cheia de testosterona... mal usada. O PSD tem, provavelmente, o melhor político deste País e desbarata-o; teme-o! Todos os outros partidos sabem e, claro, todos estão caladinhos.
Esse cidadão, esse político é, na realidade, uma cidadã, uma política, e chama-se Manuela Ferreira Leite. E enquanto Manuela Ferreira Leite não for candidata à liderança, e não a alcançar, esqueçam... não gastem mais euros na organização de congressos!

Nota: sugestão para atribuição de cargos a outras políticas que efectivamente trabalham (actualmente, só as mulheres sabem fazer política!), isto caso Manuela Ferreira Leite alcançasse a liderança e vencesse eleições: Leonor Beleza, na Justiça (nunca na Educação nem na Saúde!; é preciso ter cuidado com o que se dá a esta mulher!); Teresa Patrício Gouveia, na Educação ou na Saúde. As restantes pastas seriam distribuídas maioritaria, preferencialmente, por mulheres. PSD's, independentes, de outros partidos, por que não?!...

Por exemplo, Heloísa Apolónio, dos Verdes, precisava de largar aquela medonha coligação de testosterona mal usada. Dentro de quatro anos estará pronta a disputar qualquer cargo.
Outra hipótese, e esta seria mesmo excelente, consistiria em convencer Manuela Ferreira Leite, Teresa Patrício Gouveia e Leonor Beleza a passarem-se para os Verdes, que assim abandonariam a coligação - o PCP é um excelente partido; precisamos dele; mas tem manifestado grandes preocupações com o Ambiente?!
O ideal seria os Verdes concorrerem autonomamente e ganharem com maioria absoluta.
Neste cenário ideal seria irrelevante que um ou outro partido detivesse o poder, porque, fosse qual fosse, estaria bem entregue!

Lembremos outro nome: Ana Benavente, do PS; adoro esta mulher - dava a melhor Presidenta da República que este País alguma vez veria!
Isto, sim, seria o mundo perfeito!

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...