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terça-feira, agosto 08, 2006

Divas

Encontrei-a aqui.
Não identifica o autor e não reconheço o traço. Deve estar carregadinha de copyright.
Se alguém tiver informação...



A Natália, dizia-se, tinha a sua corte geral, e os seus meninos. E meninas.
E mau feitio. Mau dormir. Mau acordar.
Quando um jovem recém-chegado das ilhas nos mostrava a dedicatória autêntica, amorosa, garatujada a tinta permanente, mais o convite para voltar ao Botequim, ríamo-nos à socapa, não resistíamos: "mais um menino da Natália". Ou menina.
Oh, eu tive medo da Natália como do escuro. Dos olhos de espada negra da Natália. Dos seus cantos da boca tão descaídos. Da voz lenta, teatral, de quem manda e pode e não desce. Do cabelo seguro no ar a poder de laca. Se a Natália me tivesse dito, "oh, menina... a menina está crua..."
Mas não disse; nunca nos conhecemos. Mas podia...
E hoje, quando penso nisso tudo, Natália, rio, encolho os ombros, sozinha, e solto um "hã!", exactamente como tu, tão humana, tu farias; e quase posso provar-te, com números, que era excessiva fama para tão pouco proveito.


O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...