Mostrar mensagens com a etiqueta criminalidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta criminalidade. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, agosto 19, 2008

Não estamos nos States nem queremos estar


Tiroteios com armas de canos serrados partindo de carros em movimento?! Vinganças entre gangues realizadas dentro dos respectivos domicílios, após tentativa de arrombamento de portas, e destruição de janelas?! Mortos e feridos?! O mês de Agosto tem-nos agraciado com uma bela amostra das armas que por aí andam à solta, na posse de quem não deveria ter acesso a uma faca de serrilha para cortar bifes, sequer.
Ah, então temos bairros problemáticos importando os modelos da máfia negra dos States?! Bem me parecia que tanta estética de gangue na roupa, na música e respectivos vídeos, na linguagem haveria de dar este lindo resultado. Os exemplos de violência nunca caem em saco roto. Os pais trabalham nas obras, as mães nas limpezas, as irmãs nas cozinhas, e os rapazes entretêm-se a serrar canos de espingardas. Para o bem e para o mal, não estamos nos States. Isto é uma terra maneirinha. Nova Iorque tem 19 milhões de habitantes, e percebo que seja difícil controlar tanta gente, mas a população inteira da Quinta do Mocho corresponde a 1/4 dos habitantes de qualquer rua nova-iorquina, portanto há-de ser possível policiar a zona, e, mais importante, mandar aquela gente tirar uns cursos nas Novas Oportunidades. Intervir social e profissionalmente. Quem tem tanto jeito para armas, há-de dar um bom serralheiro, um bom electricista, um bom atirador nas forças especiais.
É urgente perceber muito bem o que se anda a passar neste bairros de Loures. E agir depressa.
Sob o actual Governo, as franjas sociais tem andado ao Deus-dará. Ninguém se ocupa delas e espera-se que não dêem problemas, porque não há dinheiro para acções de intervenção. A bem da poupança, prevenindo para não ter que remediar, convém investir na promoção social dos cidadãos mais frágeis.


domingo, dezembro 31, 2006

Assassinos assassinam assassino


Ando aqui a ver se digiro os poucos segundos da gravação vídeo da execução de Saddam Hussein.
Não digiro, como nunca digeri as de Ceausescu, há 17 anos, nem as fotos do cadáver de Mussolini pendurado pelos pés! Uma execução é um assassinato, sempre um assassinato, e o facto de se encontrar legitimada por um tribunal internacional não lhe rouba atributos.

Sei que este argumento está batido, mas permitam-me bater de novo, porque preciso; se a Razão não é um conceito vazio, como pode um tribunal, seja ele qual for, atrever-se a julgar crimes de morte sentenciando-lhes a morte?! Saber que a pena de morte é praticada pelo mundo fora não atenua a minha preocupação, porque, no caso de Saddam, não se trata da muito duvidável Justiça particular de um estado soberano, mas de instâncias devidamente autorizadas pelo Ocidente, e por ele encorajadas. Já não é a China ou o Faroeste, porque têm lá aquela cultura...
Não se questiona a culpa, mas a forma como se expia uma culpa. Se uma execução simboliza a vitória do Bem sobre o Mal, se através dela se pensa realizar a Justiça, tudo o que a minha civilização me ensinou, todos os valores que me levou a defender, estão distorcidos; li os livros errados, e aprovaram-me indevidamente nos exames formais, e informais, a que me submeti; peço desculpa, mas afinal compreendi mal as mensagens transmitidas. Porque, das duas, uma: ou eu estou errada, ou a tecnologia digital, e mais a nanotecnologia, e outros milagres do mesmo foro, não passam de pinceladas cosméticas sobre uma idade mental humana descaradamente medieval. Há momentos em que isto se torna tão nítido, tão nítido, que nem a pior gravação vídeo consegue escondê-lo.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...