O Público nunca foi o meu jornal favorito, mesmo quando estava na berra, era a coqueluche do espaço urbano, e batia o DN em vendas e número de putos por metro quadrado, na redacção.
Jornalismo, para mim, sempre foi o do DN: em tempos, uma escola de informação, e redacção, bastante rigorosa. Sou, portanto, uma dê-énista confessa.
Apesar de tudo, fiz uma assinatura do jornal Público, há 3 meses. O empregado da loja Público, no Almada Fórum - onde fui comprar um dvd -, um vendedor simpático e eficaz, apanhou-me dois pontos fracos, a preguiça e o glamour de se ter o jornal na caixa do correio e ir lê-lo para o café, e seduziu-me com uma das condições de assinatura: entrega à porta, pela madrugada. Até me brilharam os olhos!
Portanto, todos os dias, desde há 3 meses a esta parte, entre as 5 e as 6 da manhã, um pai-jornal maravilhoso, que desconheço, detentor das chaves do meu prédio e da minha caixa do correio (facultei ambas), faz-me chegar um exemplar do referido jornal, devidamente embalado e identificado. Adoro a mordomia, que, obviamente, paguei com o meu subsídio de férias. Foi assim. Gosto de variar de jornal; não tenho tempo para ler dois diários; portanto, não faria uma assinatura por nenhum outro motivo.
Ontem, uma funcionária do Público deixou-me a seguinte mensagem no gravador de chamadas: a distribuição porta-a-porta, na Margem Sul, vai acabar; por isso, que ligue eu para o 800 qualquer-coisa, e informe se pretendo receber o meu exemplar por correio ou ir buscá-lo à papelaria mais próxima. Não pediu imensa desculpa, não lamentou. Não, nada. Facto, e parágrafo. Espero que a senhora não seja das relações públicas nem do atendimento ao cliente nem do marketing. Deve ter sido a empregada da... limpeza.
Ora bem, colocam-se-me algumas questões no que respeita a direitos do consumidor:
primeira: alterar as condições de uma assinatura a meio da sua validade é coisa legal? E se não for, falo com quem?
segunda: não posso receber o jornal pelo correio pelo facto de não caber na ranhura da caixa - mesmo que coubesse, não há distribuição aos sábados, domingos e feriados; não tenho interesse em ir buscá-lo à papelaria, um negócio de familia com um horário bastante heterodoxo-aleatório!, para além de que considero ridículo ir recolher uma assinatura do jornal Público a um lugar onde há centenas de Público à venda...
Será que posso reclamar afirmando que não aceito as alternativas que a senhora me apresentou na mensagem deixada no gravador?
Em conclusão, parece que o Público me quer limpar da lista de assinantes e leitores, e eu, sinceramente, de mentirosos já tive a minha conta. Chega-me. Portanto, se a coisa não muda, e se não muda para o meu lado, e não me trazem o jornalinho até à caixa do correio, nas condições da assinatura que realizei... mal ela acabe, em meados de Fevereiro, voltarei ao meu querido Diário de Notícias. Simples.
Jornalismo, para mim, sempre foi o do DN: em tempos, uma escola de informação, e redacção, bastante rigorosa. Sou, portanto, uma dê-énista confessa.
Apesar de tudo, fiz uma assinatura do jornal Público, há 3 meses. O empregado da loja Público, no Almada Fórum - onde fui comprar um dvd -, um vendedor simpático e eficaz, apanhou-me dois pontos fracos, a preguiça e o glamour de se ter o jornal na caixa do correio e ir lê-lo para o café, e seduziu-me com uma das condições de assinatura: entrega à porta, pela madrugada. Até me brilharam os olhos!
Portanto, todos os dias, desde há 3 meses a esta parte, entre as 5 e as 6 da manhã, um pai-jornal maravilhoso, que desconheço, detentor das chaves do meu prédio e da minha caixa do correio (facultei ambas), faz-me chegar um exemplar do referido jornal, devidamente embalado e identificado. Adoro a mordomia, que, obviamente, paguei com o meu subsídio de férias. Foi assim. Gosto de variar de jornal; não tenho tempo para ler dois diários; portanto, não faria uma assinatura por nenhum outro motivo.
Ontem, uma funcionária do Público deixou-me a seguinte mensagem no gravador de chamadas: a distribuição porta-a-porta, na Margem Sul, vai acabar; por isso, que ligue eu para o 800 qualquer-coisa, e informe se pretendo receber o meu exemplar por correio ou ir buscá-lo à papelaria mais próxima. Não pediu imensa desculpa, não lamentou. Não, nada. Facto, e parágrafo. Espero que a senhora não seja das relações públicas nem do atendimento ao cliente nem do marketing. Deve ter sido a empregada da... limpeza.
Ora bem, colocam-se-me algumas questões no que respeita a direitos do consumidor:
primeira: alterar as condições de uma assinatura a meio da sua validade é coisa legal? E se não for, falo com quem?
segunda: não posso receber o jornal pelo correio pelo facto de não caber na ranhura da caixa - mesmo que coubesse, não há distribuição aos sábados, domingos e feriados; não tenho interesse em ir buscá-lo à papelaria, um negócio de familia com um horário bastante heterodoxo-aleatório!, para além de que considero ridículo ir recolher uma assinatura do jornal Público a um lugar onde há centenas de Público à venda...
Será que posso reclamar afirmando que não aceito as alternativas que a senhora me apresentou na mensagem deixada no gravador?
Em conclusão, parece que o Público me quer limpar da lista de assinantes e leitores, e eu, sinceramente, de mentirosos já tive a minha conta. Chega-me. Portanto, se a coisa não muda, e se não muda para o meu lado, e não me trazem o jornalinho até à caixa do correio, nas condições da assinatura que realizei... mal ela acabe, em meados de Fevereiro, voltarei ao meu querido Diário de Notícias. Simples.