
Tenho uma ideia para contornar este lamentável imbróglio do deficit de liberdade de expressão, proibindo funcionários de manter a alegria no trabalho, ao afixar comentários jocosos sobre o patrão ou patroa, nos placards do emprego.
Façamos assim: os funcionários do BCP pedem aos seus amigos e familiares funcionários públicos que afixem as expressivas mensagens de indignação nos placards dos ministérios onde trabalham. Por sua vez, os funcionários do banco encarregam-se de colar por todos os BCP's do universo fotocópias do certificado de habilitações do cidadão Sócrates.
Dentro da função pública, o problema pode resolver-se da seguinte forma: o pessoal médico entrega caricaturas do ministro, e respectivas legendas jocosas, aos funcionários do ministério da educação, para abundante afixação pelas escolas. Os funcionários da educação, por sua vez, carregam o pessoal médico de panfletos a espalhar por hospitais, e centros de saúde, com a carantonha da ministra lamentando-se: "diz-me, espelho meu, porque tenho medo, tanto, tanto medo de ir às escolas com aviso prévio?"
E assim já ninguém pode ver-se acusado de estar a gozar o patrão dentro do próprio local de trabalho.