O cortejamento ritual do macho da classe média costuma incluir três frases-chave, das quais se serve para nada dizer.
Para fins de memória futura, e usufruto alheio, proponho-me interpretá-las:
1ª - Sou amigo do meu amigo.
Tradução: gosto de estar com os outros gajos no café vendo futebol no plasma gigante, emborcando bejecas e roendo tremoço, e por acaso costumo chegar tarde a casa, bem como fétido e bêbedo.
2ª - O meu lema é vive e deixa viver.
Tradução: trabalha, não faças ondas, não me andes a ler as mensagens do telemóvel, e muito menos me perguntes de quem são as que vêm assinadas pela "tua bebé".
3ª - Vale a pena?! Tudo vale a pena, se a alma não é pequena!
(Sugestiva frase de Camões, poeta zarolho, que viveu no século passado, e que também escreveu aquele outro verso muito lindo, o eu quero amar, amar perdidamente).
Tradução: não interessa se a gente se entende, desde que estejas caladinha e não negues a foda curta e miserável, única acessível às minhas torpes capacidades inatas.
Para fins de memória futura, e usufruto alheio, proponho-me interpretá-las:
1ª - Sou amigo do meu amigo.
Tradução: gosto de estar com os outros gajos no café vendo futebol no plasma gigante, emborcando bejecas e roendo tremoço, e por acaso costumo chegar tarde a casa, bem como fétido e bêbedo.
2ª - O meu lema é vive e deixa viver.
Tradução: trabalha, não faças ondas, não me andes a ler as mensagens do telemóvel, e muito menos me perguntes de quem são as que vêm assinadas pela "tua bebé".
3ª - Vale a pena?! Tudo vale a pena, se a alma não é pequena!
(Sugestiva frase de Camões, poeta zarolho, que viveu no século passado, e que também escreveu aquele outro verso muito lindo, o eu quero amar, amar perdidamente).
Tradução: não interessa se a gente se entende, desde que estejas caladinha e não negues a foda curta e miserável, única acessível às minhas torpes capacidades inatas.

