Mostrar mensagens com a etiqueta fetiches pessoais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fetiches pessoais. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, junho 19, 2007

De Bruxelas para a Benard, só para tomar chá com com uns amigos

Serviço de chá e café em prata autêntica, constituído por cinco peças requintadamente decoradas, e respectivo tabuleiro.


Isto são pérolas a porcos, sendo que os porcos somos nós, é claro.

Terça-feira, Junho 19, 2007
MUNDO MODERNO

Uma amiga minha, belga, com perto de 80 anos, tradutora de poetas portugueses, volta não volta mete-se no avião em Bruxelas para vir a Lisboa almoçar ou tomar chá com dois ou três amigos. Vem no voo das 7 da manhã, regressa no das 7 da tarde. Ontem foi um desses dias. Vá-se lá saber porquê, às 16:10h teve um colapso na esplanada da Benard. Estava um indivíduo (encostado às montras do Paris em Lisboa) a tocar um batuque infernal, e eu até relacionei uma coisa com a outra. Rapidamente, um poeta que estava connosco ligou para o 112 e uma equipa do INEM chegou ao Chiado em três minutos. A minha amiga tinha entretanto recuperado os sentidos, mas estava visivelmente abalada, com níveis de pressão baixíssimos. A equipa do INEM foi eficiente e gentil durante os cerca de vinte minutos em que esteve com ela. Depois a minha amiga foi para o aeroporto, onde o pessoal da companhia belga foi alertado para o ocorrido. A ideia era olharem por ela. Que sim, não se preocupem. Mas no momento do check-in exigiram atestado médico. A minha amiga não tinha atestado, não embarcou. Foi dali para Santa Maria, onde lhe fizeram exames até às 3 da madrugada. Às 4 teve alta. Às quatro da madrugada. Podia, se quisesse, ficar sentada na sala de espera. Ficou. Àquela hora não lhe passou pela cabeça incomodar ninguém. Às 6 foi para a Portela. O primeiro avião onde teve lugar (e foi preciso comprar outro bilhete, claro) foi o que saiu às 09:45h. O século XXI é isto, na sua forma mais exacta.

Etiquetas: Saúde, Sociedade

posted by Eduardo Pitta at 7:00 PM

sábado, maio 19, 2007

O amor é cego



Fico sempre toda babada quando descubro que pessoas importantes, com nome de família, seis ou sete apelidos à vez, se pelam por ler, às escondidas, o blogue da filha do electricista, o tal que reparava os curtos circuitos nas aparelhagens das respectivas mamãs, enquanto os papás laboravam na repartição.
Claro que, no caso do Mexia, a gente aqui já não quer saber nada. E sempre que quisermos, inventamos - única forma de lhe tornar a vida pessoal realmente interessante!
No mínimo, caía bem um obrigadinho, doutor Mexia!

quinta-feira, maio 17, 2007

Meninos de berço


O príncipe Harry já experimentara todas as emoções de risco, mas guardava o sonho de saber-se assassinado, em directo, para todos os telejornais do mundo, filmado por câmaras de vídeo manhosas, numa produção parapornográfica cuidadosamente pensada por um qualquer grupo terrorista eficaz e sanguinário, sediado no coração do deserto iraquiano. Quem é que ainda não sabia como ia acabar o príncipe?!
Finalmente, alguém do exército inglês veio pôr cobro aos caprichos do reizinho de terceira escolha, que tanto desejava brincar às guerras como as pessoas normais, que são tão giras a morrer normalmente, e a fazer falta à família chorosa.
O príncipe ficou desolado. A família real censurou a decisão.
Compreendo a rainha de Inglaterra: está certo que é o netinho, mas
perdia-se pouco. O orçamento de Estado britânico livrava-se de uma despesa avultada, ela, de trabalhos, e, quem lê revistas do coração, de repetitivas notícias sobre tendências nazis, linhas de coca, carros de luxo espatifados, e namoradas indescritivelmente velhas aos 20.
Falta-me toda a paciência para meninos de bercinho de ouro!


Série Venenos Letais

terça-feira, maio 15, 2007

Os actos comunicativos das pessoas finas


Na sua coluna de opinião, no Público de sábado passado, Pedro Mexia manifesta-se contra a exclamação. O correspondente sinal gráfico, escreve o cronista, é espalhafatoso, imita o desabafo juvenil, tem falta de subtileza, de ambiguidade, de criatividade, é inestético e serve só inábeis e pobres de espírito. Enfim, não passa de "foguetório carnavalesco".
Finalmente, no panorama das grandes letras, surge alguém com coragem - eu até ia a dizer com tomates! - para arrumar o ponto de exclamação no seu devido lugar.
É verdade, sim senhor: uma pessoa fina não exclama nem faz espalhafato: exprime-se monocordica e letalmente até ao juízo final do acto comunicativo. Uma pessoa fina não entoa, não grita. No máximo, esboça um disfarçado trejeito facial de prazer ou dor, ou melhor, de satisfação ou insatisfação.
Conheci muita gente fina que sempre me censurou, e com veemência, o ponto de exclamação, e também a falta de criadagem que me levasse os canídeos à rua, e lhes apanhasse as poias quentes com os sacos de plástico do Sanecan.
É incomodativo. O ponto de exclamação.
O raio do sinal não tem controlo algum: emociona-se e cresce sozinho. O raio do sinal mantém-se direito e não verga. O raio do sinal termina com firmeza os actos expressivos que inicia. Isto é muito mais do que a auto-estima das pessoas finas - eu até ia a dizer do Pedro Mexia! - pode suportar.

Série Venenos Letais


O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...