Não é verdade que não me tenham dedicado muitos poemas bons, sérios, não de pacotilha. Dedicaram. Há muitos anos atrás, mas dedicaram.
Manuscreviam, diligentemente, no topo da folha, para a Isabela porque..., para ti, Isabela, e, perdoem-me o ridículo, esperando não me enganar, para Isa, meu amor eterno.
Uns anitos depois compilaram em livro todos esses poemas inspirados na aura misteriosamente inspirativa, intangível, que eu gerava, e publicaram-no sem grande estardalhaço.
Não encontrava o autor há bastante tempo e nada sabia do dito. Descobri o exemplar numa livraria que agora já nem existe, mas onde a malta intelectual de esquerda ia muito, a Arco-Íris, perto das instalações da RTP, na 5 de Outubro.
Os poemas eram os "meus", todos, mais vírgula, menos vírgula, mas o livro era dedicado à Cristina, seja lá quem for. Para ti, Cristina, meu amor eterno, porque... O livro todo.
Não deixei de ler poesia. Que parvoíce! Então eu gosto tanto da lírica! A poesia é muito linda. As metáforas da menstruação. Lindo. E o amor é eterno. E o poeta ama tão sentidamente que chega a fingir que é amor, o amor que deveras mente. E não sei quê, não sei quê, esse comboio de corda que se chama, apenas, tesão.

Manuscreviam, diligentemente, no topo da folha, para a Isabela porque..., para ti, Isabela, e, perdoem-me o ridículo, esperando não me enganar, para Isa, meu amor eterno.
Uns anitos depois compilaram em livro todos esses poemas inspirados na aura misteriosamente inspirativa, intangível, que eu gerava, e publicaram-no sem grande estardalhaço.
Não encontrava o autor há bastante tempo e nada sabia do dito. Descobri o exemplar numa livraria que agora já nem existe, mas onde a malta intelectual de esquerda ia muito, a Arco-Íris, perto das instalações da RTP, na 5 de Outubro.
Os poemas eram os "meus", todos, mais vírgula, menos vírgula, mas o livro era dedicado à Cristina, seja lá quem for. Para ti, Cristina, meu amor eterno, porque... O livro todo.
Não deixei de ler poesia. Que parvoíce! Então eu gosto tanto da lírica! A poesia é muito linda. As metáforas da menstruação. Lindo. E o amor é eterno. E o poeta ama tão sentidamente que chega a fingir que é amor, o amor que deveras mente. E não sei quê, não sei quê, esse comboio de corda que se chama, apenas, tesão.
