A Tati quis arranjar-me as sobrancelhas. Insisti que preferia o estilo floresta virgem. Torceu o nariz. Disse-lhe, sorrindo, a ver se a seduzia, que queria manter-me assim, wild thing. Respondeu, "hum, na Ucrânia toda mulher depila sobrancelha, e fica bem rosto, como acento circunflexo, desenhado em cima olho, muito bonito; assim não". Okay, cedi. Confesso: tenho um bocadinho de medo da Tati, de quando perscruta a minha pele, as minhas pernas: até tremo! A Tati é a minha agenta da KGB, e limito-me a dizer que sim a tudo.
Pegou na pinça. A Tati pegou na pinça e nem a KGB! Chorei. Chorei copiosa, longa e involuntariamente. Gritei como se estivesse na sala de partos, enquanto ela permanecia insensível, debruçada sobre a minha cara, com as magníficas mamas roçando o meu braço esquerdo.
Nunca mais na vida, juro, alguém se aproximará da minha cara com uma pinça.
Pegou na pinça. A Tati pegou na pinça e nem a KGB! Chorei. Chorei copiosa, longa e involuntariamente. Gritei como se estivesse na sala de partos, enquanto ela permanecia insensível, debruçada sobre a minha cara, com as magníficas mamas roçando o meu braço esquerdo.
Nunca mais na vida, juro, alguém se aproximará da minha cara com uma pinça.