Há mulheres que são umas senhoras. Adoro-as. Deliciosas de discretas. Caladinhas, falando num fio de voz, caminhando quase cosidas aos muros e montras das lojas, quase enfiadas no chão, quase em estado gasoso. Há mulheres que pouco se manifestam. Não ocupam espaço. São delicadas. Não falam alto. Não dão uma gargalhada em público. Não escolhem. Mal se repara que existem. Há mulheres maravilhosas. Em alternativa, existo eu.
