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terça-feira, fevereiro 27, 2007

Ideias Inglesas II


Antigamente, a ocupação de reis e príncipes, como a de toda a nobreza, era o fossado. Lá partiam cheios de testosterona, ou arranjavam-na pelo caminho, nem quero saber como; chegados ao terreiro da barbárie, matavam e morriam. Exactamente como D. Sebastião.
Já se sabe que quem vai à guerra dá e leva, ou melhor, corre o risco de matar e morrer, porque é disso que trata. É o fim último da encenação de exercícios, fardas e armas apontadas e disparadas a alvos.
Neste momento, a Inglaterra debate-se com um problema. O terceiro herdeiro ao trono, na linha de sucessão, quer combater no Iraque como qualquer outro do seu batalhão, (toda a gente sabe que o jovem não é, efectivamente, outro qualquer, não senhor), e porque, e esta parte ele esconde, desespera por acção, uns gritos selvagens dentro dos tanques, "vamo-nos a eles", uns disparos, umas bejecas, umas brocas, tudo legítimo porque um gajo está na guerra e há que aproveitar a temporária indistinção entre certo e errado, sendo tudo certo.
Parece que o príncipe, que por tradição quer ir à guerra, como os príncipes seus antepassados - embora não convenha a ninguém que execute as funções para que se preparou - vai mesmo brincar com armas. Para o proteger, de forma a que possa meter as mãos no fogo sem se queimar, a Inglaterra vai formar e enviar para o Iraque um segundo batalhão secreto que não poderá perdê-lo da vista. Esta informação não está ainda confirmada. Mas eu sei. A intervenção do batalhão do príncipe, no Iraque, sairá duplamente cara ao contribuinte inglês.

Ideias inglesas I


Em estações de comboio de diversas localidades do Reino Unido, com o objectivo de tornar os lugares pouco aprazíveis, insuportáveis mesmo, para os delinquentes que aí se reuniam vandalizando paredes, bancos e carruagens de comboios, os chefes de estação decidiram colocar música clássica, em alto som, nas colunas das gares, toda a noite. Chopin, Wagner, Beethoven e Telemann nunca imaginaram que o produto artístico do seu talento, inteligência e sensibilidade pudesse causar vómitos na população do grafitti. Nem eu.
A estratégia resultou. Os putos delinquentes foram-se embora; não aguentavam a cena marada do barulho, ficavam confusos. As estações de comboio do Reino Unido respiram fundo.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...