Dadinho Pitão é a favor do Imposto sobre o Saco de Plástico (ISdP), porque não suporta vê-los pendurados, com o objectivo de afugentar pombos, nas varandas das avenidas elegantes e Lisboa, isto é, Estados Unidos da América, Roma e transversais. Ah, Dadinho, que amofinação hein?! Só as ruas permanecem elegantes, de resto, que chusma de pindéricos plastique-nouveaux-riches!
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sábado, dezembro 08, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
Conflitos de classes

Sempre fui um animal. E rainha das bactérias. Adoro comer com as mãos. Lá em África era muito assim, e isto conjugado com o belo estômago com que os genes me agraciaram, leva a que morram tarde, melhor, que morram nunca tais velhos hábitos.
No café aqui da rua arrebanho rissóis e croissantes com a mão, trinco-os, e só depois olho em volta, envergonhada, calculando os pares de olhos que me viram atacar a peça impudicamente, e lá a embrulho num papelinho, a custo, disfarçando o primeiro instinto. Não é fácil. Não domino bem a técnica. Como nunca me foi dado a ler o livro da Paula Bobone, pensei que as pessoas finas não sujavam as mãos. Que nem um milímetro de pele tocava o alimento. Afinal, não é bem assim. Acabei de ler no blogue do Dadinho Pitta que, em Portugal, apenas "uma pequena minoria indiscutivelmente educada" come primeiro com as mãozinhas e limpa os dedinhos a seguir. E é assim que deve ser. Obrigada, Dadinho. Acho isto delicioso. E liberta-me totalmente. Claro que aqui no meu bairro vai ser difícil convencer disso a malta lá de baixo do café.
No café aqui da rua arrebanho rissóis e croissantes com a mão, trinco-os, e só depois olho em volta, envergonhada, calculando os pares de olhos que me viram atacar a peça impudicamente, e lá a embrulho num papelinho, a custo, disfarçando o primeiro instinto. Não é fácil. Não domino bem a técnica. Como nunca me foi dado a ler o livro da Paula Bobone, pensei que as pessoas finas não sujavam as mãos. Que nem um milímetro de pele tocava o alimento. Afinal, não é bem assim. Acabei de ler no blogue do Dadinho Pitta que, em Portugal, apenas "uma pequena minoria indiscutivelmente educada" come primeiro com as mãozinhas e limpa os dedinhos a seguir. E é assim que deve ser. Obrigada, Dadinho. Acho isto delicioso. E liberta-me totalmente. Claro que aqui no meu bairro vai ser difícil convencer disso a malta lá de baixo do café.
segunda-feira, julho 09, 2007
«Então vá»
Tem sido um fartote de textos literalmente de luxo, e sobre gastronomia, no meu blogue-culto, o Da Literatura.
Eis, aqui, apenas mais um copy-paste integral e delicioso. Como resistir?!
É óbvio que não sei o que é um Grandjó Late Harvest, que "é o Sauternes dos pobrezinhos". Também não sei o que é o Sauternes. Cá pelos meus cálculos, trata-se de vinhaça francesa.
Praticamente não conheço 2/3 das referências, e se as conhecesse não as poderia comprar no Lidl. Também não imagino como é que isto pode substituir uma sopa de feijão com nabo, mas isso é problema comum à esquerdalha não-caviar, sem qualquer classe que não seja a do prédio proletário, na rua proletária, do bairro proletário. E mesmo que já não exista proletariado.
Eis, aqui, apenas mais um copy-paste integral e delicioso. Como resistir?!
É óbvio que não sei o que é um Grandjó Late Harvest, que "é o Sauternes dos pobrezinhos". Também não sei o que é o Sauternes. Cá pelos meus cálculos, trata-se de vinhaça francesa.
Praticamente não conheço 2/3 das referências, e se as conhecesse não as poderia comprar no Lidl. Também não imagino como é que isto pode substituir uma sopa de feijão com nabo, mas isso é problema comum à esquerdalha não-caviar, sem qualquer classe que não seja a do prédio proletário, na rua proletária, do bairro proletário. E mesmo que já não exista proletariado.
VERÃO

Ó Isabel, não me meta em sarilhos... Enguiça a cadeia...? Então vá. Com o calor que está, ao almoço, nada como sandes de pepino e salmão fumado. Fatias de pão sem côdea, barradas com manteiga, tiras de salmão fumado polvilhadas com malagueta vermelha picada na altura e, por cima, rodelas de pepino muito finas, polvilhadas com sal rosa do Himalaia. Frigorífico com elas. Servir ao fim de uma hora, acompanhadas de Grandjó Late Harvest 2002, muito gelado. Se não tiver ou não gostar de salmão, o pepino chega (e vice versa). Como sabe, o Grandjó Late Harvest é o Sauternes dos pobrezinhos. Ao jantar pode elaborar um pouco mais. Coza pasta de sêmola dura durante oito minutos. Pode ser bavette, esparguete ou pennoni rigati, a que preferir. Depois de escorrer bem, deite numa tigela larga e funda onde possa manipular o conteúdo à-vontade. Acrescente duas colheres de sopa de chutney de maçã doce, uma colher de sopa de molho de chili doce e picante (o melhor é o sul-africano da Fynbos Fine Foods), e outra de tomate seco com mangericão. Envolva tudo muito bem até a pasta ficar bem “oleada”. Depois junte sultanas douradas, azeitonas verdes sem caroço e uma mão cheia de rúcula. Antes de voltar a envolver tudo, regue com duas colheres de sopa de azeite temperado (a gosto: alho, basílico, coentros, piri-piri, etc.). Envolva bem. Despeje para o recipiente em que for servir, e meta no frigorífico durante nunca menos de quatro horas. Tire do frigorífico 20 minutos antes de servir. Pode, se quiser, polvilhar com Emental ralado. Acompanhe com um bom Syrah.
Etiquetas: Gourmet
terça-feira, junho 19, 2007
De Bruxelas para a Benard, só para tomar chá com com uns amigos
Serviço de chá e café em prata autêntica, constituído por cinco peças requintadamente decoradas, e respectivo tabuleiro.Isto são pérolas a porcos, sendo que os porcos somos nós, é claro.
Terça-feira, Junho 19, 2007
MUNDO MODERNO
Uma amiga minha, belga, com perto de 80 anos, tradutora de poetas portugueses, volta não volta mete-se no avião em Bruxelas para vir a Lisboa almoçar ou tomar chá com dois ou três amigos. Vem no voo das 7 da manhã, regressa no das 7 da tarde. Ontem foi um desses dias. Vá-se lá saber porquê, às 16:10h teve um colapso na esplanada da Benard. Estava um indivíduo (encostado às montras do Paris em Lisboa) a tocar um batuque infernal, e eu até relacionei uma coisa com a outra. Rapidamente, um poeta que estava connosco ligou para o 112 e uma equipa do INEM chegou ao Chiado em três minutos. A minha amiga tinha entretanto recuperado os sentidos, mas estava visivelmente abalada, com níveis de pressão baixíssimos. A equipa do INEM foi eficiente e gentil durante os cerca de vinte minutos em que esteve com ela. Depois a minha amiga foi para o aeroporto, onde o pessoal da companhia belga foi alertado para o ocorrido. A ideia era olharem por ela. Que sim, não se preocupem. Mas no momento do check-in exigiram atestado médico. A minha amiga não tinha atestado, não embarcou. Foi dali para Santa Maria, onde lhe fizeram exames até às 3 da madrugada. Às 4 teve alta. Às quatro da madrugada. Podia, se quisesse, ficar sentada na sala de espera. Ficou. Àquela hora não lhe passou pela cabeça incomodar ninguém. Às 6 foi para a Portela. O primeiro avião onde teve lugar (e foi preciso comprar outro bilhete, claro) foi o que saiu às 09:45h. O século XXI é isto, na sua forma mais exacta.
Etiquetas: Saúde, Sociedade
posted by Eduardo Pitta at 7:00 PM
O tempo de um gelado no McDonalds
Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...