
Quando eu era nova havia uns mânfios que roubavam carros. Uma chatice. Roubavam-nos, levavam-nos para a loucura da noite, ouvindo Xutos, esses marados, e era sexo, e drogas, sobretudo drogas, drogas, e roubos por esticão; no dia seguinte, o Fiat Uno lá aparecia espetado contra um muro da Avenida das Descobertas, muito mazelado. Mas não compensava a assaltante nem a assaltado.
Hoje, os mânfios especializaram-se, e trabalham em bancos e têm salários de gestor. Ou administram fundações culturais e outras. Felizmente, acabaram-se esse ladrõezecos de meia-tijela, sem gosto, sem conhecimento da arte da ladroagem, do produto que vale a pena roubar. Agora temos o carjacker, individuo encapuçado e armado que vê muitos filmes de acção americanos, em vídeo ou dvd, e usa muito o comando para congelar a imagem, fazer pause, zoom, repeat, marker, etc. O carjacker pratica o carjacking, modalidade desportiva a que muito gostaria de dedicar-me, estando do lado de fora do veículo, naturalmente, isto se não tivesse que fazer à noite.
É que ainda há bocadinho estive a ver uma entrevista a um carjacker, no Canal 1, e, com toda a sinceridade, acho que fazia aquilo com mais estilo, sem medo que as mulheres se me atirassem ao capuz, e não diria, de certeza que não diria, "a seguir chamei ela".
Hoje, os mânfios especializaram-se, e trabalham em bancos e têm salários de gestor. Ou administram fundações culturais e outras. Felizmente, acabaram-se esse ladrõezecos de meia-tijela, sem gosto, sem conhecimento da arte da ladroagem, do produto que vale a pena roubar. Agora temos o carjacker, individuo encapuçado e armado que vê muitos filmes de acção americanos, em vídeo ou dvd, e usa muito o comando para congelar a imagem, fazer pause, zoom, repeat, marker, etc. O carjacker pratica o carjacking, modalidade desportiva a que muito gostaria de dedicar-me, estando do lado de fora do veículo, naturalmente, isto se não tivesse que fazer à noite.
É que ainda há bocadinho estive a ver uma entrevista a um carjacker, no Canal 1, e, com toda a sinceridade, acho que fazia aquilo com mais estilo, sem medo que as mulheres se me atirassem ao capuz, e não diria, de certeza que não diria, "a seguir chamei ela".
