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quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Ou falsos ou bailarinos

A minha mãe sempre me avisou contra homens pequenos, o que, mau grado todo o espírito racional que me tenho esforçado por desenvolver, fora da sua esfera de influências mágicas, tem batido certo. Calham-me todos, excepto os bailarinos!
E quando penso no assunto, embora me force bastante para não pensar, acho trágico que certos indivíduos, como se não lhes bastasse ser pequenos, sejam também... pequeninos.



Os sete anõezinhos sem Branca de Neve (e estes trabalham, iupi!).

terça-feira, junho 28, 2005

Os nossos queridinhos

Os nossos queridos provocam-nos muito. Tanto. Desassumidamente, os cobardes.
Se reagimos, doidas, os nossos amores esclarecem não ter pretendido chegar onde pensámos: foi equívoco nosso! Não nos era dirigido. A ninguém, aliás. Era apenas uma ideia geral, uma tirada literária.
Quando gostamos muito dos nossos queridos, e apenas nessa fatalidade, fazemos de conta que acreditamos.

segunda-feira, junho 27, 2005

Milénios de experiência I



Os nossos queridos não nos querem para falar.
Eis todo o vocabulário de que precisamos para comunicar com o cromossoma oposto - para que a comunicação se torne mais eficaz devemos ser capazes de articulá-lo em diferentes tonalidades e timbres vocais: mais ou menos roucos, mais ou menos lentos, mais ou menos aflitos, mais cristalinos ou opacos:

- (oh) sim, (oh) sim, (oh) sim
- mais
- (oh) meu deus
- dá-me (alternativa: tudo ou toda!)
- fode-me (alternativa 1: dá cabo de mim, tem-me, possui-me; alternativa combinável com outras alternativas: toda, sem piedade, à bruta, etc.)
- (oh) agora
- aaahhh, ooohhh, aaaiiii, uuuiiii

Se, apesar do nosso empenho verbal, o vocabulário não resultar numa comunicação acima do satisfatório, aconselho a devolução da mercadoria dentro dos prazos estipulados pela Lei.

(Como eles dizem que nos querem: aqui.)

Milénios de experiência II

L., este é para ti.

Os nossos queridos não nos querem doentes, tristes, amarguradas, solitárias nem inseguras.
Logo, nunca estamos com as dores do período; não lamentamos a passagem do tempo sobre o tempo em fomos novas e relativamente felizes, porque ainda críamos no amor; não revelamos desacreditar que alguém nos queira, a não ser para meia dúzia de fodas descomunais; não tomamos consciência de que os homens são secularmente iguais, mesmo quando se julgam especiais; nunca, nunca engordámos um quilo, na última semana, por termos passado noites a comer chocolates, enquanto escrevíamos posts.
Se sentimos dores, não são dores, é a voz que se some no desejo por eles; se experimentamos tristeza, amargura ou solidão, não experimentamos: fomos sair com dois amigos, um deles nosso namorado há uns anos atrás – o outro, ofereceu-nos, há dias, na brincadeira, claro, uma pulseirinha cor-de-rosa; adoramos a vida, os dias, sobretudo quando estamos junto do nosso querido; não engordámos, estamos é mais voluptuosas, o que podem observar perfeitamente com as mãos: as nossas belas maminhas, que são só deles, aumentaram de tamanho e transbordam do soutien.
Rematar todas as frases com um diminutivo: leãozinho, gatinho ou, e esta garante sucesso imediato, “meu macho cobridor; meu único dono”.
Isso tudo até lhes metermos a aliança no dedo. A partir dessa altura...
(Como eles dizem que nos querem: aqui.)

Milénios de experiência III


Os nossos queridos afirmam não compreender as mulheres; consideram-nas mistérios intangíveis. Baralham-se. Não sabem em que acreditar. Conhecem aquilo para que servimos, mas, quem somos? Afinal, o que queremos?
Resta-lhes acreditar na verdade que lhes transmitimos: a que não alcançam sozinhos.
Usemo-lo em nosso favor. Digamos-lhes que somos lindas e compreensivas.
Eles duvidarão sempre do que conseguem pensar sem ajuda.

(Como eles dizem que nos querem: aqui
.)

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...