Tenho os olhos amarelos de tanto me virar para o Sol.
O sol aquece o embrião da terra e medra a carne, que é de terra.
Não encontro serenidade na luz cega do Sol, mas movimento e estridência. O Sol brilha tolamente feliz e, quando estou triste, todo o seu riso dentado me hostiliza. Hoje, não estou triste, e o Sol pôde atravessar−me como uma radiografia, deixando−me transparente e volátil como alguém que já não existe.
