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domingo, setembro 09, 2007

Aos fabricantes de papel higiénico sensitive impregnado com loção de aloé vera


A gente compra-o para o levar no saco de férias, a tiracolo, juntamente com os batons, o hidratante, o de cor e o gloss, o soro fisiológico para olhos cansados das lentes de contacto, as pílulas contraceptivas, o anti-depressivo, o Ben-U-Ron, o anti-ácido, a escova, os óculos de sol, o spray limpa-óculos, o cartão de crédito e o resto dos documentos, a agenda, o bloco de apontamentos, as esferográficas, o livro que andamos a ler, o lápis para sublinhados, o porta-moedas, as chaves, e a primeira vez que o usamos descobrimos que para andar com o rabo húmido mais vale não o limpar.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Salvos pelo papel higiénico


Tenho a certeza que era à Renova, e ao papel higiénico preto, "e em vários tons de preto", que Pessoa se referia quando vaticinou "cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
Sem preconceitos, que, a existir, seriam de merda, aposto tudo na Renova: desejo do fundo de qualquer coisa em mim, que a Renova se transforme numa "microsoft au noir" para wc.
Quero ver-me chegar a qualquer parte do mundo e encarar funcionários alfandegários admirados, lendo o meu passaporte lusitano com inveja, como se fosse sueca, exclamando, "Oh, oh, portuguese, kings and queens of toillet paper! Portugal, famous land of Renova. Welcome, welcome!"
Quero ampliação das instalações da Renova, todas em território português.
Quero um milhão de portugueses a fabricar rolos de papel higiénico para exportação.

Quero o mundo inteiro decorado com papel higiénico preto-baço, preto-brilhante, preto-asa-de-corvo, com relevo, sem relevo. Com o preto na moda, este ano, tenho a certeza: vai, finalmente, cumprir-se Portugal.
E logo agora, que acabei de pedir asilo social a Espanha.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...