O governo chinês decretou que o actual dalai lama, bem como linhagens antecedentes ou futuras são ilegais. Mais, que a sua reencarnação é proibida, bem como a de qualquer outro ser vivo racional ou irracional. Assim elimina o governo chinês a possibilidade de uma mosca da fruta regressar à vida como borboleta de colecção, se se portar bem nos caixotes da royal gala.
Não é que seja novidade, mas torna-se impossível não desenhar sorrisos irónicos perante as tentativas de intromissão dos poderes laicos nos religiosos, e vice-versa. A Igreja Católica, pelo contrário, tem-se especializado em manobrar sombrias influências executivas e legislativas. Por outro lado, já todos vivemos para testemunhar poderes socialistas proibindo qualquer manifestação religiosa, incluindo católicas, e mesmo a existência de Deus. Em Portugal, durante bons anos após o 25 de Abril, esteve muito fora de moda a crença e prática religiosas. Deus mereceu umas boas risotas. Ultimamente, com a crise, andam todos no reiki. O nome do deus não interessa, mas apenas o que se faz em seu nome, e como.
Que Deus não existe! Por decreto. Que Deus é uma excelente narrativa criada pelos humanos, por medo ao caos existencial. Que se Deus existisse não permitiria a miséria e a dor. Para mim, os argumentos têm a sua graça. Tal como teria muito mais graça se os governos, uma espécie de ficção-Páginas Amarelas criada pelos humanos, por medo ao caos existencial, existissem menos para proibir, e mais para remediar a miséria e a dor que eles próprios geram, e à qual são cegos e surdos. Mas Deus, claro, tem as costas largas.
Não é que seja novidade, mas torna-se impossível não desenhar sorrisos irónicos perante as tentativas de intromissão dos poderes laicos nos religiosos, e vice-versa. A Igreja Católica, pelo contrário, tem-se especializado em manobrar sombrias influências executivas e legislativas. Por outro lado, já todos vivemos para testemunhar poderes socialistas proibindo qualquer manifestação religiosa, incluindo católicas, e mesmo a existência de Deus. Em Portugal, durante bons anos após o 25 de Abril, esteve muito fora de moda a crença e prática religiosas. Deus mereceu umas boas risotas. Ultimamente, com a crise, andam todos no reiki. O nome do deus não interessa, mas apenas o que se faz em seu nome, e como.
Que Deus não existe! Por decreto. Que Deus é uma excelente narrativa criada pelos humanos, por medo ao caos existencial. Que se Deus existisse não permitiria a miséria e a dor. Para mim, os argumentos têm a sua graça. Tal como teria muito mais graça se os governos, uma espécie de ficção-Páginas Amarelas criada pelos humanos, por medo ao caos existencial, existissem menos para proibir, e mais para remediar a miséria e a dor que eles próprios geram, e à qual são cegos e surdos. Mas Deus, claro, tem as costas largas.
