
A palavra sexo é não só a mais procurada no Google, como a que mais equívocos gera nas interacções verbais.O adjectivo correspondente [sexual], não remete obrigatoriamente para uma actividade genital. Sexual refere também o conjunto de características fisiológicas distintoras dos seres. O macho possui as características sexuais A; a fêmea, as B. Do indivíduo com características A espera-se o comportamento X; do que possui as características B espera-se o comportamento Y.
Ora, a libertação sexual não foi apenas, como defendi no texto anterior, uma libertação para o sexo. Foi uma libertação do sexo. Do que os sexos se libertaram foi de uma moldura de comportamentos associados, a qual designava, invariavelmente, o género a que pertenciam, atribuindo mais ou menos culpas aos transgressores. Uma rapariga que subia às árvores era uma Maria-rapaz, e tal incursão em 'território alheio' valia-lhe censura.
O aprisionamento sexual não se tratava, portanto, de uma mera questão relacionada com a fornicação. A fornicação era o menos. O aprisionamento sexual correspondia a uma esfera de aço dentro da qual se encontravam os limites de comportamento para cada homem e cada mulher. O que podiam fazer, aceder. Os lugares da esfera pública e privada aos quais podiam aceder. Etc. Etc.
A libertação sexual libertou-nos dessa marca a ferro do sexo. Isto foi o que de mais interessante nos trouxe. A pornografia, o marqueting do sexo, legitimando o swing e o recurso a quinquilharia e práticas diversas, que certa Imprensa se encarrega de divulgar e promover, são anedóticos. Fazem-me sorrir, pelo menos. A maior parte das vezes prefiro acreditar que se trata de uma encenação teatral humorística. Tenho uma peninha das mulheres vítimas de penetração dupla! Se a Inquisição usasse tais práticas - se calhar usou - haveriam de lhes chamar tortura. Mas como é na cama, e alegadamente voluntário, ah, que delícia.
A libertação sexual não trouxe a ninguém mais e melhor sexo, apenas o liberalizou, remetendo-o para a praça pública como produto de consumo. Foi pena. A exposição da sexualidade tem-na transformado em acto estético e acrobático. Qualquer dia teremos de ser todos artistas de circo.
Ora, a libertação sexual não foi apenas, como defendi no texto anterior, uma libertação para o sexo. Foi uma libertação do sexo. Do que os sexos se libertaram foi de uma moldura de comportamentos associados, a qual designava, invariavelmente, o género a que pertenciam, atribuindo mais ou menos culpas aos transgressores. Uma rapariga que subia às árvores era uma Maria-rapaz, e tal incursão em 'território alheio' valia-lhe censura.
O aprisionamento sexual não se tratava, portanto, de uma mera questão relacionada com a fornicação. A fornicação era o menos. O aprisionamento sexual correspondia a uma esfera de aço dentro da qual se encontravam os limites de comportamento para cada homem e cada mulher. O que podiam fazer, aceder. Os lugares da esfera pública e privada aos quais podiam aceder. Etc. Etc.
A libertação sexual libertou-nos dessa marca a ferro do sexo. Isto foi o que de mais interessante nos trouxe. A pornografia, o marqueting do sexo, legitimando o swing e o recurso a quinquilharia e práticas diversas, que certa Imprensa se encarrega de divulgar e promover, são anedóticos. Fazem-me sorrir, pelo menos. A maior parte das vezes prefiro acreditar que se trata de uma encenação teatral humorística. Tenho uma peninha das mulheres vítimas de penetração dupla! Se a Inquisição usasse tais práticas - se calhar usou - haveriam de lhes chamar tortura. Mas como é na cama, e alegadamente voluntário, ah, que delícia.
A libertação sexual não trouxe a ninguém mais e melhor sexo, apenas o liberalizou, remetendo-o para a praça pública como produto de consumo. Foi pena. A exposição da sexualidade tem-na transformado em acto estético e acrobático. Qualquer dia teremos de ser todos artistas de circo.



