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sexta-feira, novembro 03, 2006

Funcionários públicos também esgotam croissantes

Quinta-feira, 2 de Novembro, dia útil a seguir ao feriado.
Café cá de baixo, onde vendem três tipos de croissantes: primeira escolha, massa folhada; segunda escolha, massa da casa; terceira escolha, e só em desespero, massa chunga.

Nove horas. Isabela entra no Dá Murro, nome do referido estabelecimento, esmaga-se contra o balcão, que a ampara ainda dormente, voz de bagaço, e oube a empregada da Veira Ialta gritar-lhe ós oubidos, "Oh, dona Isabela, a sinhora hoije tá mal, já só temos croissantes dos chungas!"
Eu: "pode ser!"
"Num sei o qué que foi isto hoije, cus croissantes esgotaram antes das nobe. Foi uma imbasão. Num sei. Num percebo. Blá, blá, blá, blá".
Eu: (caladinha).
Senhora ao meu lado no balcão, uma louraça alta, de noventa quilos, na verdade tudo o que eu ambicionava ser, e que é dona de uma loja de revenda de t-shirts, a 30 metros: "são os funcionários públicos, Tininha, são os funcionários públicos; não vê que eles fizeram todos ponte a seguir ao feriado?! E prá semana, dois diazinhos de greve, está-lhes mesmo a calhar! E queixam-se! Trabalhe eu! Os funcionários públicos, hã, hã!"


Imagem colada na capa de um volumoso dossier que se encontra na mesa-de-cabeceira do senhor primeiro-ministro, intitulado, Os Funcionários Públicos em Portugal: estratégias de neutralização.



(Este é o meu contributo para a campanha "anti-funcionário público papão", para a qual já meti abaixo-assinado na petition online. Podem procurar, mas não procurem muito.)

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...