sábado, janeiro 31, 2009

Irlandês

Sim, há aqui um megalómano, há aqui um monstro, há um homem que ama as palavras, há um homem que ama o seu país, há um homem que odeia o seu país. Está a ver, há todas estas dimensões. Eu procuro fazê-las sair cá para fora em vez de me tornar um estereótipo.

Bono, definindo-se, em entrevista publicada na Notícias Sábado de hoje.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

No cravo e na ferradura

Os partidos da oposição permanecem neutros sobre o caso Freeport, remetem o assunto para a justiça e resistem ao ataque pessoal. Hipocrisia política! Os partidos da oposição rejubilam com a alhada na qual José Sócrates está metido, e aproveitam para o censurar enviesadamente, não por causa do caso em questão, claro, mas porque não está presente na Assembleia da República, para andar em praça pública negando à Imprensa o seu envolvimento.
Onde é que esperariam que o homem estivesse enquanto meio mundo o toma como suspeito? Seria estranho que não se defendesse, num ano de eleições, ou noutro qualquer, perante a gravidade desta suspeição.
Outra verdade que tem de ser dita: quando estalou o caso "diploma da Independente", a Imprensa e os comentadores políticos censuravam o PM por não se pronunciar publicamente sobre o assunto. Consideravam que o seu silêncio era uma espécie de admissão de culpa. Constrangido e demagógico, o homem lá se explicou. Mal, mas falou. A mesma Imprensa e comentadores políticos consideram agora que o facto de o PM se ter pronunciado duas vezes na mesma semana sobre o Freeport, pode interpretar-se como um sinal de preocupação indiciador de culpa. Então, se não fala é culpado, se fala é culpado?! Por favor, não me façam começar a ter pena do PM, que eu morreria de vergonha de ter de admitir uma coisa dessas.

A cabala sou eu

Bem, vou deixar-me de brincadeiras. Não resisto a falar sobre o assunto muito a sério. O cidadão Sócrates sente-se indignado com todo este infame ruído sobre o Freeport, afirma que está a ser alvo de um ataque que não se sabe de onde vem, de uma verdadeira Kabbalah sombria, e que alguém o quer vencer, mas não há-de conseguir.
O primeiro-ministro tem razão: há quatro anos que ando a atacá-lo por todos os flancos, explorando os mais frágeis; é verdade que todos os dias rezo as minhas orações em hebreu, em compungida concentração mística contra a sua acção governativa, mexo os meus cordelinhos na sombra, pelos meus meios, e tudo o que quero é vencê-lo, e ainda não perdi a esperança.

Informação de última hora

Cândida Almeida, uma procuradora que investiga um alegado caso de tráfico de influências, deu hoje uma entrevista à jornalista Judite de Sousa, na RTP1. Cândida Almeida tem uns bonitos olhos, mostra-se de agradável trato, e vestia um belo conjunto de blusa negra com bolinhas brancas, ao qual se sobrepunha um pullover negro com flores bordadas ao longo do decote, descendo até à cintura. Um pullover ou um casaco traçado, não se percebia bem, mas era lindo, e não me importava nada de ter um igual. Preferia que fosse um casaco traçado, mas se fosse pullover também usava.

Corrupcracia

Decidi que não quero mais maçar os serviços de assessoria para a comunicação do senhor Sócrates com postes sobre corrupção, e rapazes e raparigas ao serviço do sistema qualquer-coisacrático. Para já, porque devem estar todos ao telefone falando inglês, e não lhes quero roubar tempo. Depois, porque sou portuguesa, e do que eu gosto é de coisas levezinhas, que não ocupem muito espaço na cabeça, nada de políticas, e poder andar livre e feliz atrás da carneirada, como no Música no Coração, fazendo e dizendo o que os outros acharem e disserem. Portanto, hoje resolvi escrever uns postes para a descontracção e informação dos meus queridos leitores portugueses, os cabrões e os que não são. Todos.

Arrumar a vida

Preciso muito de arrumar a casa, ordenar a papelada em cima da mesa e da secretária, aspirar o chão e dar uma ordem ao único espaço sobre o qual tenho poder de organização.

Tecnozoologia

Tenho o rato avariadíssimo.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...