
Todos leram nos jornais que o Ministério da Educação tem estado a oferecer computadores portáteis, bem como respectiva placa para banda larga, aos alunos do secundário que beneficiam do escalão 1 da Acção Social Escolar (ASE), ou seja, aqueles cujo rendimento do agregado familiar é tão baixo que não chega para pagar a conta da electricidade doméstica. Os alunos do escalão 2, cujos familiares conseguem pagar a electricidade de vez em quando, mas que mandaram desligar o telefone, beneficiam de um desconto bastante vantajoso. Os restantes alunos sem benefícios sociais podem obter o mesmo portátil pelo valor inicial de 150 euros, mediante contrato de fidelização com uma empresa de telecomunicações, e por módica quantia. Grande negócio. Para todos: empresa, governo, e, por último, os alunos.
Eu estudei sem computador. Batia os trabalhos à máquina e requisitava livros na biblioteca. O computador, o acesso à net e os downloads não me beneficiaram. Não tenho nada contra a internet. Já nem vivo sem ela. Bem usada é útil a todos. Mas acordemos que o sucesso escolar não depende da posse de um portátil pessoal, em nenhum nível de ensino. Pelo contrário, conheço alunos, alguns são da minha família, cujos pais precisaram de lhes vedar o acesso ao computador para que começassem a tirar uma ou outra positiva de vez em quando.
Creio que a fabulosa campanha "1 aluno, 1 computador" se transformará, no final do ano lectivo, em "a cada aluno o seu chumbo". O barato sai sempre caro.
Eu estudei sem computador. Batia os trabalhos à máquina e requisitava livros na biblioteca. O computador, o acesso à net e os downloads não me beneficiaram. Não tenho nada contra a internet. Já nem vivo sem ela. Bem usada é útil a todos. Mas acordemos que o sucesso escolar não depende da posse de um portátil pessoal, em nenhum nível de ensino. Pelo contrário, conheço alunos, alguns são da minha família, cujos pais precisaram de lhes vedar o acesso ao computador para que começassem a tirar uma ou outra positiva de vez em quando.
Creio que a fabulosa campanha "1 aluno, 1 computador" se transformará, no final do ano lectivo, em "a cada aluno o seu chumbo". O barato sai sempre caro.


